17 de janeiro de 2009

Giovanni Gabrieli /Cipriano de Rore - A Venetian Christmas

Para fazer o serviço completo de purificação estético-musical e, de que quebra, tornar a nossa alma um pouco mais receptiva ao símbolo metafísico do nascimento de Cristo, talvez até mais compassiva e menos aterrorizada com o "escândalo" da Cruz, do qual nós, humanos, definitivamente provamos não ser dignos, segue isto aqui:

16 de janeiro de 2009

Paganini - The 15 Quartets for Strings and Guitar

Por falar em boa música, quer dizer, em música de verdade, segue algo para purificar corações e ouvidos emporcalhados com a barulheira do "rock music". Feita a catarse, podemos voltar livres, leves soltos para curtir o bom e velho rock´n´roll
Obs.: este link é para o arquivo texto com a lista de links do rapidshare, totalizando 16 arquivos, 1 com capas e os outros 15 de música em formato flac. A lista se encontra tb nos comentários a este post.

Quem é Igor Maia, compositor de "Funeral Memories"?

Eis o garotão responsável por trazer à luz "Funeral Memories", que se pode ouvir no final desta página. Herdou o refinado gosto musical do pai, mas lhe acrescentou algo que este está longe de possuir: gênio criativo (ao menos, no que diz respeito ao mundo supra-sensvel das harmonias, porque o mundo, também supra-sensível, das proporções matemáticas é com ele mesmo, Adolfo Maia. Se bem que a descoberta destas últimas, caso se adote uma perspectiva platônica, é pura reminiscência daquilo que orginariamente já sabíamos, não sendo, pois, produção livre, embora regrada, de uma nova realidade). Enfim, pai com números, filho com notas musicais, quem sai ganhando é quem ama o que em si é belo e verdadeiro. Espero que este seja o meu caso e dos demais membros da família!
IGOR LEÃO MAIA (Campinas, 1988) Dispersões para violino, cordas e percussão Maia começou sua carreira como violinista em 1997 na Martin Luther King School em Providence nos Estados Unidos. Em 1998 retornou ao Brasil, onde continuou seus estudos de violino na UNICAMP e iniciou sua carreira de compositor. Em 2004 transferiu-se para Plymouth na Inglaterra onde estudou violino com Fiona Mc Lean e composição com Patrício da Silva. Duas de suas obras estrearam na Universidade de Plymouth e parte de sua Sonata para Cordas foi executada pela Orquestra Sinfônica Jovem da UNICAMP em 2006. Neste mesmo ano foi admitido no curso de bacharelado em composição no Conservatório Real de Haia, Holanda, onde estuda atualmente sob orientação de Diderik Wagenaar, Cornelis de Bondt e Gilius van Bergeijk. Sua obra Funeral Memories foi finalista do concurso Jovens Compositores da Holland Symfonia (Holanda) e foi executada pela orquestra Holland Symfonia no Festival Gaudeamus (Amsterdam) em 2007. Participou do “Spring Festival” de Haia nos anos de 2007 e 2008. Desde 2007 cursa regência com o maestro Jos Vermunt e dirigiu concertos de música latina com alunos do conservatório de Haia em 2007 e 2008. Também regeu a Orquestra Filarmônica Nazarena de Campinas. Sua peça Horizontes foi executada em Maio de 2008 na Muziekgebouw em Amsterdam. Segundo o compositor,Dispersões “é uma obra que incorpora relações de espaço e de tempo. Ela foi escrita para violino solo, conjunto de cordas e percussão e é dedicada a Samuel Lima, violinista que incentivou a criação da obra. A obra foi escrita no começo dos meus estudos na Holanda em um momento de transição da minha escrita musical, possuindo assim as mais diversas influências. De uma forma geral, nessa obra, as idéias musicais são dispersas pelo conjunto instrumental (vertente espaço) e no decorrer da peça (vertente tempo). O tema, tratado no começo quase como uma série, começa a adquirir novas formas e é interrompido por comentários da orquestra, esses mesmos comentários por sua vez são dispersos da mesma forma que o tema, isto é, sua estrutura é espalhada temporalmente pela orquestra. A obra tem um total de quatro seções, com uma transição e uma cadência. Todas as seções possuem elementos de dispersão, o que é um elemento unificador da obra.”

11 de janeiro de 2009

Ideologia, loucura, picaretagem ou tudo isso junto

Freud era pervertido? Tudo indica que sim. Nietzsche era louco? Nos seus últimos anos de vida, com certeza. Marx era um megalomaníaco obcecado em destronar o Deus cristão? As teses de Richard Wurmbrand são um tanto difíceis de refutar. Os tres pensadores podem ser qualificados igualmente de ideólogos?Aí começa minha dúvida.
Primeiro, teríamos que ter um conceito bem definido do que é ideologia. A definição marxista tá fora, porque é feita sob medida para livrar sua própria doutrina e enquadrar todas as demais. Se se entende por ideologia uma doutrina, verdadeira ou falsa não importa (porque para saber disso teríamos antes que examinar as teses de que ela se compõe enquanto teses, isto é, proposições puramente teóricas), dirigida a MUDAR um estado de coisas, isto é, a TRANSFORMAR a realidade, mobilizando-se a vontade das massas, o que só pode ser feito através da PROPAGANDA (que é sempre política), então:
1) não há dúvidas de que a doutrina marxiana e todas as suas derivações são ideologias.De fato, a tese básica de que a história humana caminha inexoravelmente para o estabelecimento definitivo de uma sociedade sem classes, não é uma tese, mas uma CAUSA a ser defendida intransigentemente por seus adeptos, inclusive em detrimento da realidade.
2) o pensamento de Nietzsche não diz como as coisas DEVEM SER, mas propõe uma visão (repito: independentemente de em si mesma ser verdadeira ou falsa), de como elas, num nível metafísico, SÃO. Portanto, esse pensamento, pelo critério acima, não é ideológico.
3) No entanto, as teses de Nietzsche (assim como qualquer tese puramente teórica, seja filosófica seja científica) podem ser empregadas ideologicamente.Por exemplo, quando as análises que Nietzsche faz do cristianismo (por sinal, muito perpicazes e interessantes em alguns casos) se convertem em diretrizes de uma ação política anti-cristã.
É claro que o atacar ou defender causas não necessariamente se constituem em procedimentos ideológicos. Para que sejam ideológicos a defesa ou o ataque de causas, estas têm que ser representadas como algo do interesse de grupos inteiros de pessoas sem que estas, contudo, tenham passado procuração a quem quer que seja para falar em nome delas. Tá excluído, portanto, a atividade advocatícia, que por sinal é muito bem remunerada!Assim, as causas a que se atem o discurso ideológico só podem ser princípios gerais de conduta que os ideológos supõem ser bons para todo mundo. Mais: que eles querem, por meio da propaganda, impor sobre a vontade dos outros com o propósito óbvio de controlar essa vontade e submetê-la aos seus caprichos.Por isso, os princípios pressupostos pela economia de mercado não são ideológicos! Quer você queira, quer não, o que determina objetivamente que algo é útil e, portanto, possui valor de troca, é a lei de oferta e procura! Viole-a e você, como agente econômico, irá à bancarrota! Esta lei não vale ou passa a valer porque o teórico liberal assim o deseja! Por isso também os princípios morais defendidos pela maioria dos conservadores não são ideológicos, justamente porque VIGORAM NOS COSTUMES dos povos ocidentais desde longa data, fazendo parte do corpo de toda uma TRADIÇAO, esta, sim, o objeto de ataque dos ideólogos, que, desse modo, querem nos fazer crer que ela, a tradição, não passa também de uma causa entre outras. Especificamente quanto a Nietzsche, tenho a seguinte opinião: ele foi, sem dúvida, um grande escritor que, ocasionalmente, teve lá seus insights filosóficos, entre os quais eu incluo sua metafísica da vontade de potência, que Nietzsche põe à base da transvaloração dos valores como signo de nobreza do homem que, recusando a "moral dos fracos", cria seus próprios valores. Ora, esse "ideal" só pode provir mesmo de uma mente conturbada.Qualquer pessoa normal sabe que a palavra "vontade" designa a nossa humana capacidade de agir. Alguns filósofos chamam de vontade essa capacidade na medida em que está submetida a regras da razão ou então dirigida a fins que só a razão como tal pode propor. Ok. Se assim, que sentido tem uma "vontade" que atua, metafisicamente, por "detrás" da própria faculdade de agir humana? Pior, que não tem outro fim senão incrementar o seu prório poder? Pior ainda, que não está submetida a qualquer regra e, ademais, se impõe sobre toda regra?Ao menos, Schopenhauer, que falou pela primeira vez de uma "vontade na natureza", entendeu por esta uma força cega e infinita, que não só não possui limite determinado como também não se dirige a qualquer fim, sendo, pois, fonte de todo o Mal. De modo que agir moralmente bem é, em alguma medida, resistir a esse poder em nós, arrefecendo a "nossa" vontade, subtraindo-nos da inclinação, comum a todos os entes, de perdurar em nosso ser. O que só é possivel pela percepção mística de que Ser se identifica com Mal e Nada, com Bem.
***************
Uma prova de que Nietzsche não foi um gênio ou que Deus não existe! hehehehehe:
Deus, sendo omnipotente e omnisciente, não pode permitir que os entes criados pensem absurdos acerca Dele, o Criador.
Ora, Nietzsche, que existiu e era louco, pensava que Deus está morto e que, portanto, não há valores eternos.
Logo, Deus não existe (no máximo, é alucinação de Nietzsche)
Mas se Deus não existe e Nietzsche insistia em atacar quimeras (transvalorando o que, no fim das contas, não vale nada),então Nietzsche é um fanático lutantdo contra moinhos de vento, não um gênio.

Sobre Hegel

A filosofia hegeliana, no todo e nas partes, é um completo embuste. O cara, primeiro, diz que as antinomias (conflitos da razão pura consigo mesma, que Kant descobriu ser uma consequência inevitável da tese semântica que identifica coisas em geral com coisas em si) são inerentes à razão. Conclui daí que o que move a razão não é o fato de ela trazer no seu bojo certos problemas a priori, mas a própria contradição. Ok, se se assume a premissa acima.Depois o filósofo, que acelerou a redação da sua "Ciência da lógica" (livro pouco lido, quase nada compreendido, mas muito mencionado) para poder pagar as contas, identifica o racional com o real.Conclusão incontornável: a própria realidade encerra contradições!Isso é um total disparate: há, certamente, oposições na realidade, mas contradição é uma tal que só tem lugar no discurso, que, se permite um afirmar e um negar sobre um mesmo sujeito, se auto-anula como discurso.O próprio Kant diz que as antinomias se constituem em uma anomalia cuja causa é o pressuposto semântico acima mencionado (que ele chama realismo transcendental) e não a própria estrutura da razão, que está submetida aos princípios básicos da lógica formal (de não contradição, terceiro excluso, identidade, bivalência, modus tollens, modus ponens, dictum de nullo e dictum de omini) A violação desses princípios acarreta a própria destruição do discurso na sua pretensão de validade objetiva, sendo esses princípios, condições necessárias, embora não suficientes, da verdade.Das duas uma, ou Hegel tá errado ou 2000 anos de estudos de lógica e de exercício do puro e simples bom senso foram em vão!E eis aí a fonte mais famosa da porralouquice esquerdopata: "Eu conheço a estrutura profunda do real, ela é a contradição que arrasta a história humana no redomoinho da tese-antítese-síntese; logo nada me resta fazer, como "intelectual", senão transformar essa realidade de modo que ela chegue mais rapidamente ao seu epílogo: o espírito absoluto, a sociedade comunista ou qualquer outra utopia gnóstico-messiânica. Enquanto isso não vêm, faço ´crítica´social e música de protesto"
Um atenuante: houve apropriação indébita de Hegel por Marx, o sujeito que jurava de pé juntos que as condições de vida da classe operária iria piorar mais e mais até suscitar espontaneamente a revolução socialista e a conseqüente abolição da propriedade privada. Dele, que mais se pode esperar!É certo que a idéia de um Espírito absoluto, em Hegel, se refere ao Ser como tal, não se reduzindo a imbróglios políticos.Agora, Hegel escrever tudo o que escreveu, de uma prolixilidade e obscuridade incríveis, para depois concluir no panteísmo! Ou seja, num ateísmo de quem não consegue se livrar da idéia de Deus!Mas ora, se os princípios supremos da filosofia hegeliana são uma contradictio in adjecto, então ele, coerente como todo bom pensador, não poderia chegar a outra coisa senão uma conclusão contraditória (esse coisa spinoziana de Deus sive Natura, hahahahaha). Os erros de Hegel só vêm corroborar que 1) a contradição repugna a Razão e não tem lugar na natureza, 2) que a lógica é a ciência que estuda as leis a que o discurso tem que se submeter para manter-se em sua pretensão de verdade, isto é, para não se auto-anular como discurso teórico, 3) que é uma coisa completamente estapafurdia identificar a natureza com aquilo que, por definição, a transcende, a não ser que o propósito fosse justamente negar a transcendência.

Da desqualificação dos sentidos à recusa da realidade

A desqualificação cartesiana dos sentidos é feita nas Meditações de filosofia primeira, quando o filósofo francês diz que os sentidos, por nos terem enganado alguma vez (ele evoca o fenômeno da refração da luz), não são epistemologicamente confiáveis. Em Regras para direção do intelecto, ele propõe a matemática como organon do entendimento puro para a correção dos dados sensoriais.Conclusão minha: os võos especulativos que Descartes faz no céu supra-sensível são milimetricamente calculados para fazer o entendimento aterrissar, com toda segurança, no aeroporto da física experimental, de onde não será mais preciso decolar, já que se possui um fundamento inconcusso para a ciência: a certeza do cogito, ergo suum, proposição cuja verdade resiste tanto à dúvida natural quanto à dúvida metafísica, da qual não escapam nem mesmo as verdades matemáticas. Numa carta de 28 de junho de 1643, dirigida à rainha Elisabeth, com quem mantinha intenso intercâmbio intelectual, Descartes abre o peito: "E eu posso dizer, em verdade, que a principal regra que sempre observei em meus estudos e aquela que creio ter sido a mais útil para aquisição de todo sorte de conhecimento, consiste em nunca empregar senão pouquíssimas horas, por dia, aos pensamentos que ocupam a imaginação [ao exame de questões científicas. tanto de física quanto de matemática - colchetes meus] e pouquíssimas horas, por ano, aos pensamentos que ocupam apenas o entendimento [ ao uso do entendimento puro, no exame de questões metafísicas ou filosóficas - colchetes meus], reservando todo o resto de meu tempo ao relaxamento dos sentidos e ao repouso do espírito; inclusive eu conto, entre os exercícios da imaginação, todas as conversações sérias e tudo aquilo a que é preciso dar atenção"Entenderam? Descartes fala uma coisa que deveria chocar todo estudante e professor de filosofia: que esta não pode ser uma atividade vulgar, a ser desenvolvida quotidianamente ou, pior, sob à tutela da disciplina acadêmica! Este, ao meu ver, é o lado inequivocamente bom da epístola. O lado "ruim" é que Descartes propõe, sem nenhum constrangimento, a subordinação das questões metafísicas às questões que só se podem formular empírica e matematicamente. Outro aspecto deletério é que ele estimula a vagabundagem estudantil*: espairecer o espírito e relaxar os sentidos são tudo o que essa turba "revolucionária" (que quer transformar a realidade para só depois conhecê-la) sabe fazer, luxos "burgueses" que uma mente teoricamente obstinada, séria e honesta não se pode permitir.Descartes parece aí até um herdeiro direto dos goliardos medievais, protótipos do famigerado intelectual boêmio, crítico da ordem estabelecida e propagandista de “um outro mundo possível” (graças, é claro, às facilidades do prelo e ao conforto proporcionado pela economia de mercado), do qual o ideólogo de esquerda é a expressão mais acabada.
_____________
*Não acredito que Descartes fosse tão pouco dado aos estudos, hehehehe! Dizem que ele tinha boa penetração e desenvoltura nas cortes, mas, definitivamente, ele é um homem de ciência e muito mais afeito aos rigores da escolástica do que às amenidades do turismo cultural.Com certeza era o cdf da escola! O fato é que ele, também, queria impressionar a tal Elisabeth e, como não poderia deixar de ser, um quê de boêmia e de proximidade do homem ordinário, "do povo", amante dos momentos singelos da vida, sempre caem bem nessa hora.

O emblema metafísico da condição humana

Embora não comportem nenhuma solução positiva e definitiva (e foi isso que Kant procurou mostrar na Crp), o fato mesmo de emanarem da própria razão humana e esta ser obrigada, se quiser se furtar ao dogmatismo e ao ceticismo fácil, a provar sua insolubilidade (também isto é o que Kant nos ensina), deixa bem claro o quanto os problemas ditos metafísicos - por mais toscos que sejam em sua formulação - são relevantes para a nossa própria auto-consciência.
Essas questões nos acossam, sobretudo quanto estamos em "crise existencial", ou seja, quando o "sentido" do existir como tal se torna algo problemático. Em termos heideggerianos, quando o sentido do Ser é, literalmente, sentido pelo homem, recebido afetivamente, o que nos põe diante do abismo do Nada e da possibilidade de "não mais estar aí".
Fechar os olhos para as questões metafísicas, fixando-se obstinadamente sobre as nossas carências materiais, é LOUCURA tanto quanto (ou até muito mais que) ser sugado por elas, descuidando-se por completo das exigências da vida quotidiana.Quem lhes é indiferente perde toda a autenticidade enquanto ser humano, transformando-se em outro que ele mesmo.E isso que é ALIENAÇÃO RADICAL: o cara deixa de ser ELE PRÓPRIO, esquivando-se do peso existencial que tal condição implica, para ser uma OUTRA COISA entre outras (líder sindical, pedreiro, médico ou policial ou ... salvador da humanidade)
Não podemos ter uma exata medida da nossa finitude, senão por comparação com o infinito transcendente, por força do qual somente somos obrigados a tomar consciência de que há um LIMITE para o humano, mesmo para o demasiado humano.
Querer ultrapassar esse limite, esse métron, é o que os gregos antigos chamavam de hybris, uma falta grave (soberba impiedade) cometida contra os deuses imortais, que, para se vingarem, fazem o destino cego se voltar contra o infrator original (ou seus descendentes), mesmo que este, do ponto de vista moral, seja um sujeito digno de apreço, a cujos atos mais virtuosos se seguirão conseqüências imprevisíveis e desastrosas.
Marx, pretendendo empunhar o cetro da justiça eterna e destronar o Deus cristão, acabou por patologicamente incorporar a némesis divina, sob a forma de um ódio ressentido à obra do Criador. Maior soberba que essa não consigo imaginar. E veja quanta tragédia ele trouxe para os membros de sua família e até para algumas pessoas que faziam parte do seu círculo de amizade.
A tragédia de Marx, infelizmente, se estendeu a toda humanidade: 150 milhões de mortos causados por uma utopia insana provocam em mim as mesmas paixões que acometiam os espectadores da poesia trágica de Sófocles e Eurípedes: terror e compaixão, só que com o agravante de que hoje ela não permite nenhuma catarse da nossa alma, exatamente porque o drama é real e os personagens são representados compulsoriamente pela própria platéia.

Metafísica, pensamento revolucionário e relativismo moral.

Seguem, doravante, alguns textos que escrevi sob a forma de comentários na comunidade do Orkut "Marx é inquestionável"
****************** A chave para se entender a mentalidade revolucionária, e não apenas o marxismo, é exatamente essa apontada por Voegelin: a proibição do questionar metafísico, questionar esse que orientou a especulação filosófica desde os gregos e que foi, por assim dizer, arrefecendo sob a influência, cada vez mais forte, de um pensamento esquizofrênico que acabou se voltando para o sujeito e a subjetividade humanos, em detrimento da própria realidade, que, em seu todo, ultrapassa (transcende) o mundo imediato dos sentidos.
Isso já transparece no vocabulário cartesiano, que, a despeito de se mover dentro dos marcos definidos pelo pensamento medieval, para o qual o fundamento (o subjectum, o hypokeimenon) é sempre o modo de ser em si e por si da res (coisa)) - em oposição ao modo de ser objetivo, próprio das coisas enquanto mero conteúdo de pensamento - , privilegia a capacidade representativa (pensar para Descartes é representar) do homem e tudo que é posto como correlato de nossas representações (idéias), que Descartes chama também de realidade objetiva.
A partir de então a res cogitans não apenas se torna fundamento, mas um fundamento inconcusso, sobre o qual se mantém tudo o mais, tanto a res extensa quanto a res infinita.A posição cartesiana sustenta que tudo que se pode conhecer apoditicamente acerca da natureza e de Deus está atrelado à certeza de si como sujeito ou substância pensante. Embora Descartes, de certa forma, desqualifique os sentidos, apenas o faz para mostrar que o papel do intelecto é corrigir o que, nesse domínio, é intrinsecamente ilusório, fazendo com que todo questionar metafísico desemboque, ao fim e ao cabo, na elaboração de procedimentos matemáticos para a pesquisa empírica.
Há uma carta interessante de Descartes, dirigida à rainha da Suécia, em que ele diz que a especulação metafísica só pode ocorrer em poucos momentos da vida e que todo o tempo restante deve ser dedicado às questões que concernem à imaginação (isto é, ás questões científicas) e aos afazeres quotidianos, a que nenhum mortal, evidentemente, pode de todo se furtar. Não é à toa que a reflexão cartesiana sobre problemas morais é extremamente incipiente, reduzindo-se, no fim das contas, à decisão voluntária de por tudo sob parêntesis, a famosa dúvida metafísica ou hiperbólica, a qual, curiosamente, se apóia da hipótese de um Deus enganador, embusteiro, da qual temos de desvencilharmos através da conquista de uma verdade inabalável (o bem conhecido "se duvido, eu penso; e se penso, eu necessariamente existo enquanto substância pensante).
O ataque moderno à transcendência do ser é continuado por Immanuel Kant, que, não obstante, reconhece que a metafísica é não só possível mas mesmo efetiva enquanto uma mera propensão (ele usa o termo alemão "Anlage") da razão humana. Para ele, a metafísica, assim como a matemática, nada mais é que o discurso logicamente articulado acerca de problemas a priori constitutivos da razão pura, para cuja solução esta é inevitavelmente compelida sem, no entanto, ter garantia alguma de que, e como, os objetos de suas perguntas são possíveis. Daí, a necessidade de uma crítica da razão pura teórica.
Como ciência, diz Kant, a metafísica é possível se, e somente se, abandonar o "soberbo nome de ontologia", ciência do ente enquanto ente (dos objetos em geral), e se restringir a uma tarefa mais modesta, a saber, a de expor os objetos da experiência (os fenômenos) em conceitos puros do entendimento, tarefa que cabe à parte da lógica transcendental denominada por ele analítica transcendental, que é uma teoria das condições de possibilidade dessa experiência. Também aqui a metafísica é reduzida a um cânon do uso empírico do entendimento, com vistas a explicar a eficácia heurística dos procedimentos metodológicos empregados pela física moderna.
Tanto Kant quanto Descartes, porém, não negam a existência de Deus: para o primeiro, a idéia de Deus é a idéia de um ente incondicionado com que a razão inevitavelmente topa por força de uma máxima lógica que exige, para qualquer item condicionado do entendimento, a busca da totalidade das condições e sua unidade absoluta, idéia que, embora destituída de significação objetiva de um ponto de vista teórico, refere-se a um objeto necessário da vontade, na medida em que esta é determinada ao cumprimento do dever pelo imperativo categórico. Para o segundo, Deus é, ao menos, a garantia última da adequação das nossas representações às próprias coisas, isto é, o fundamento supremo da verdade e o mantenedor da ordem cósmica.
O materialismo do século XIX é o responsável pela rejeição completa de Deus e da realidade transcendente. Pois, agora, Deus nem pode desempenhar um papel heurístico na pesquisa experimental (como uma idéia em si problemática, mas em vista da qual podemos nos orientar na inquirição dos fenômenos) nem pode ser postulado como condição de possibilidade do sumo bem do homem (a felicidade como prêmio máximo a uma vida moralmente boa).O homem não é mais livre, sendo apenas um joguete nas mãos de forças naturais e sociais. A alma do homem também não é mais imortal, pois este, e todos os valores que alimentam sua vida espiritual, é concebido como um arranjo provisório e contingente, útil para a perpetuação da espécie, mas dispensável tão logo a "natureza" ou a "história" alcance os seus propósitos. Nossa existência individual é passageira e efêmera. Não nos resta, então, outra saída que sacrificar nossa vida pessoal ao "bem" da coletividade, eufemismo para espécie humana. Nesse contexto, a mens revolubilis é aquela que, seduzida pela vã presunção de conhecer toda a realidade (reduzida ao mundo dos sentidos), não tem outro fim supremo senão transformá-la, isto é, ajudar na precipitação do "mundo que virá", admirável aos seus olhos, terrível aos olhos daqueles que, conhecendo o limite do humano, sabem o abismo incomensurável que separa o infinito transcendente do finito imanente. Não nos enganemos: todo espírito revolucionário é um gnóstico. Um exemplo claro disso temos na crítica de Marx ao sistema capitalista e na tese (na verdade, de Proudhon) segundo a qual a propriedade privada (desnecessário dizer dos meios de produção) é em si um roubo.Ora, a idéia de roubo pressupõe a idéia de propriedade. A rigor, roubo é uma espécie de propriedade, a propriedade indébita ou ilegítima, sendo a propriedade legítima um direito natural do homem como tal, o direito de ter algo como seu, uma vez que, desde que considerado útil e, por conseguinte, objeto de desejo, algo não pode ser ao mesmo tempo em si inapropriável (uma res nulius).
Marx evidentemente troca o gênero pela espécie, engatando a isso um outro absurdo: a idéia de propriedade coletiva, pois dizer que todos possuem algo (cujo uso justo seria o uso comum) é o mesmo que dizer que esse algo não é de ninguém e que, portanto, é em si inapropriável. Sem uma esfera externa de liberdade, o homem deixa de ser homem. Essa esfera abrange, além da propriedade ou direito de posse (de ter algo como seu, isto é, para uso exclusivo), também o direito à integridade de seu corpo (direito à vida) e o direito à honra (isto é, á personalidade moral e jurídica), que é o direito de ser considerado, antes de qualquer decisão judicial em contrário, pessoa irrepreensível, o que, em última instância, é a idéia de presunção de inocência conjugada à idéia de imputalibilidade das ações livres (pelas quais a pessoa honrada tem responsabilidade).
Enfim, se nenhuma ação é imputável, se nenhuma coisa útil pode ser possuída e se o próprio corpo não pode ocupar um lugar no espaço, as palavras "roubo", "furto", "homicídio" e "calúnia" teriam que ser banida de nosso vocabulário jurídico e, em conseqüência, NINGUÉM PODERIA LEGITIMAMENTE ALEGAR TER SOFRIDO UMA INJUSTIÇA.
Se Marx tiver razão, todos os mais caros valores morais seriam quimeras sem sentido e a raça humana não passaria de um bando de loucos a se baterem uns contra os outros nesse minúsculo rincão do Universo. E isso, obviamente, incluiria o dito cujo e sua utopia socialista!

1 de janeiro de 2009

A verdade da corriola

Finalmente, alguém tocou no ponto nevrálgico do grande bacanal em que se converteu o mundo acadêmico, pra variar Olavo de Carvalho:
A arma da pseudociência
"A quase totalidade das pessoas que conheço nas classes opinantes jamais dedicou um só minuto a examinar os meios e critérios da busca da verdade – seja no sentido mais geral e filosófico da coisa, seja no que se refere à veracidade dos meros fatos que se alegam, na mídia e nas conversas do dia a dia, como provas disto ou daquilo..." (texto integral aqui: http://www.olavodecarvalho.org/semana/081229dce.html)

31 de dezembro de 2008

Rainbow - Finyl Vinyl (1986) / Live in Munich (1977)

No primeiro post de 2009, seguem esses dois petardos como votos de um próspero ano novo a todos, sem nenhuma Difficult to Cure os nossos males.
Finyl Vinyl: Download here
Live in Munich part 1: Download here
Live in Munich part 2: Download here

30 de dezembro de 2008

Casa das Máquinas - Casa das Máquinas (1974)

Primeirão do Casa, com a bela e um tanto apelativa "Tudo porque eu te amo", um hinozinho juvenil-hiponga ensinando o paizão super-protetor a não abusar do pátreo poder

Casa das Máquinas - Casa de Rock (1976)

Para nos redimir dos pecados banais...

Kaveret - Tsafuf BaOzen (1975)

Tracklisting: 1 Goli'yat (Goliath) (3:22) 2 Shir Malachim (Sailor Song) (3:22) 3 Medina Ktana (Little Kingdom) (3:06) Written-By - Y. Rechter* 4 Tango Tzfarde'im (Frog Tango) (3:50) 5 Inspector Pike'ach (Inspector Z. Greatest) (2:08) 6 Shi'oor Moledet (Childhood) (3:08) Written-By - E. Shamir* , E. Mohar* 7 Ha'Olam Same'ach (Samba) (3:32) Percussion - Araleh Kaminski* Written-By - E. Shamir* 8 Ha'Ish Hachi Mahir (The Fastest Man Alive) (3:19) 9 Shir Ha'Tembel (Idiot's Lament) (2:32) 10 Lech Sahper La'Savta (Tell It To Your Grandmother) (3:10) 11 Heeh Kol-Kach Yafa (She's So Pretty) (3:12) 12 Lu Lu (3:28) 13 Sof Ha'Hatzaga Halaila (The Show Is Over) (0:48) Written-By - Y. Rechter* 14 Kacha Heeh Ba'Emtza (Just What I Like) (4:44) Written-By - E. Shamir* , M. Zilberman* 15 Hakdama Tizmortit / Tzafuf Ba'Ozen (Instrumental Tsafuf Ba'Ozen / Tsafuf Ba'Ozen) (5:27) 16 Aptchi [Live Improvisation] (0:17) 17 Ma Ata Ro'eh (What Do You See) [Live Improvisation] (0:42) 18 Tarzan [Live Improvisation] (1:51) Written-By - G. Gov* 19 Mechakim Leh'Shoola (Shula) [Live 1975] (2:51)

Casa das Máquinas - Lar das Maravilhas (1975)

29 de dezembro de 2008

Deep Purple - Come Taste the Band (1976)

Um disco muito especial do grupo que fez com que me apaixonasse pelo hard rock setentista. Senti o sabor e, depois disso, pouca coisa consegue suprir totalmente o meu apetite musical

Impellitteri - System X (2002)

Sem exageros, um dos melhores discos dos últimos anos. Bem que essa parceria Chris Impellitteri/ Graham Bonnet poderia continuar...

Impellitteri - Pedal to the Metal (2004)

Tracklist:
1. The Writings on the Wall
2. Crushing Daze
3. Destruction
4. Dance With the Devil
5. Hurricane
6. Judgement Day
7. The Iceman Cometh
8. Punk
9. Propaganda Mind
10. Stay Tonight
11. The Fall of Titus

Pink Floyd - Black Holes In The Sky - 1974

Speak To Me
Breathe
On the RunTime
Breathe(Reprise)
The Great Gig In The Sky
Money
Us And Them
Any Colour You Like
Brain Damage
Eclipse
Echoes

Pink Floyd - Masters of Rock - 1974

Download here
"Chapter 24" (from The Piper at the Gates of Dawn)
"Matilda Mother" (misspelled "Mathilda Mother" on this album; from The Piper at the Gates of Dawn)
"Arnold Layne"
"Candy and a Currant Bun"
"The Scarecrow"
"Apples and Oranges" (stereo mix)
"It Would Be So Nice" (alternative version for radio) (Richard Wright)
"Paint Box" (stereo mix) (Richard Wright)
"Julia Dream" (Roger Waters)
"See Emily Play

Pink Floyd - Breakdown Co-ordinator

Astronomy Domine (1st attempt)
Astronomy Domine (2nd attempt)
Astronomy Domine (3rd attempt)
Astronomy Domine
Fat Old Sun
Cymbaline
Atom Heart Mother
The Embryo
Green Is The Colour
Careful With That Axe, Eugene
Set The Controls For The Heart Of The Sun
A Saucerful Of Secrets

28 de dezembro de 2008

Coupla Prog - Sprite (1971)

COUPLA PROG from Baden-Baden/Germany is known for a melange of Kraut and Heavy Bluesrock, full of suspense, theatrical in parts, with a derivative sense of professionality. The band existed for nearly seven years and reached the peak from 1970 to 1972 for sure being homogenous with its style and without any commercial approach. The forerunner named "Wilde Reiter GmbH" played simple Soul/Rock covers and split in 1969. To compose something radically new COUPLA PROG was founded by four members: Hubert Donauer (drums), Reiner Niketta (bass, piano, vocals), Rolf Peters (guitar, vocals), Wolfgang Schindhelm (organ, guitar, trumpet, vocals). The new band name results from a shortened version of "A Couple Of Progs".The band's complete material is live played, pure, without reworking and overdubbing, the result of four sessions recorded at studio U1 of Radio Südwestfunk between 1970 and 1972. The first release by the german Long Hair Music label is the album 'Sprite' with early recordings from February 1970 and April 1971, strongly influenced by the new experimental post-beat phase. COUPLA PROG's centerpiece comes up with the Prog opera 'Edmundo Lopez'. Vocal-oriented because telling the story about a young man who lives in South America and gets between the enemy lines of a civil war. This 60 minute opus, finally released in 2000, contains 11 songs which are blending into each other. Thematically a gripping story with Hammond drenched parts remembering at Vanilla Fudge or Procul Harum but also containing symphonic and freakish psychedelic Kraut moments. Some line-up changes occured later on. Peters, the creative brain, responsible for the concept of 'Edmundo Lopez', sadly died at the age of 21 because of an overdose of alcohol and drugs in July 1971 and was substituted by Walter Kümmich. And then drummer Hubert Donauer left COUPLA PROG at the beginning of 1972. With two new members the band managed to record some new songs with the highlight 'Death is a gre...COUPLA PROG from Baden-Baden/Germany is known for a melange of Kraut and Heavy Bluesrock, full of suspense, theatrical in parts, with a derivative sense of professionality. The band existed for nearly seven years and reached the peak from 1970 to 1972 for sure being homogenous with its style and without any commercial approach. The forerunner named "Wilde Reiter GmbH" played simple Soul/Rock covers and split in 1969. To compose something radically new COUPLA PROG was founded by four members: Hubert Donauer (drums), Reiner Niketta (bass, piano, vocals), Rolf Peters (guitar, vocals), Wolfgang Schindhelm (organ, guitar, trumpet, vocals). The new band name results from a shortened version of "A Couple Of Progs".The band's complete material is live played, pure, without reworking and overdubbing, the result of four sessions recorded at studio U1 of Radio Südwestfunk between 1970 and 1972. The first release by the german Long Hair Music label is the album 'Sprite' with early recordings from February 1970 and April 1971, strongly influenced by the new experimental post-beat phase. COUPLA PROG's centerpiece comes up with the Prog opera 'Edmundo Lopez'. Vocal-oriented because telling the story about a young man who lives in South America and gets between the enemy lines of a civil war. This 60 minute opus, finally released in 2000, contains 11 songs which are blending into each other. Thematically a gripping story with Hammond drenched parts remembering at Vanilla Fudge or Procul Harum but also containing symphonic and freakish psychedelic Kraut moments. Some line-up changes occured later on. Peters, the creative brain, responsible for the concept of 'Edmundo Lopez', sadly died at the age of 21 because of an overdose of alcohol and drugs in July 1971 and was substituted by Walter Kümmich. And then drummer Hubert Donauer left COUPLA PROG at the beginning of 1972. With two new members the band managed to record some new songs with the highlight 'Death is a great gambler, but if I win, finally I can die', written in memorial of Rolf Peters whose death had been a heavy loss for the band. So the last SWF session release by Long Hair contains a mix of songs recorded with but also without Peters including a very free interpretation of Donovan's "Season of the Witch".COUPLA PROG tried to move on for some years but stagnation and differences about the musical direction occured, members changed to other regions and finally missing motivations forced the creeeping disbanding until the end. The band's story was closed early 1976.Recommended to fans of the authentic early german progressive phase with the typical intersection of Kraut and Heavy Rock.Rivertree (Uwe Zickel). (Progarchives Review)

String Driven Thing - The Machine That Cried (1973)

Discos: String Driven Thing (72), The Machine That Cried (72), Keep Your 'And On It (73), Please Mind Your Head (74)

Pentagon - Die Vertreibung Der Bösen (1970)

Blues e jazz, com esporádicas intervenções de flauta, tocados por alemães da Bavária.

Black Widow - Black Widow IV (1972)

A sort of very early prog with influences from jazz, blues and rock, though of little interest today IMO. Hard rock/prog with satanic influences. Organ and flute instead of guitar. Third album features guitarist John Culley, ex-Cressida. Supposed to be very satanic-orientated a la Dr. Z or Pathfinder-era Beggars Opera. They also apparently had a very over-the-top stage show. -- Mike Ohman Early prog with satanic tendencies. Similar in sound to Cressida and co. albeit with "evil" lyrics. I have Sacrifice and is not even that bad, although it is from 1970. You can hear some quite good flute and some clarinet although is not so easily discernible. Most of songs are quite energetic as it is the hit "Come To The Sabbath" , covered or ripped by plenty of hard rock/metal bands. It’s style which was later "weighted", popularized and brought to the edge of good taste by dark metallers Mercyful Fate. Concerning lyrics, I don’t believe this guys were seriously into satanism, it’s more like a parody of the parody. I think the singer should die laughing when sing this. It’s kinda peak of satanic hard prog rock music.I don’t know, music somehow doesn’t fit to that thematics. Overall, nothing to die for, yet it has some moments. -- Nenad Kobal (Gibraltar Encyclopedia of Progressive Rock).
Download: http://paylesssofts.net/?x1b6b6815

Odin - Odin (1972)

Odin were a band with an interesting background, possibly more interesting than their music which was rather run-of-the-mill psych and blues rock sprinkled with a bit of funky jazz. The lineup consisted of a German, Dutchman and a couple of Englishmen transplanted to Germany in the late sixties. An early formation was known Honest Truth and made their modest reputation through live shows for the most part. Odin came to be after a breakup of Honest Truth in the wake of the death of their keyboardist and the theft of their equipment. The Odin lineup included a new keyboardist (you know, because the old one was dead) named Jeff Beer, the only German and a converted guitarist. This band also concentrated on live shows, and secured a contract with Vertigo in 1972. Their self-titled and only studio release followed shortly thereafter. While the group had worked on a follow-up and had recorded tracks in a radio studio that would be released a quarter-century later, their fortunes in 1973 were rather bleak and by early 1974 the band had disbanded after less than three years together. “Life is Only” and “Turnpike Lane” were among the four tracks the band would re-record in their radio studio sessions in 1973 and while those recordings were nearly identical, the production quality of both on this record is quite a bit better. “Life is Only” appears to be the band’s magnum opus, a nearly eleven minute foray into jazz, heavy blues and psychedelic guitar riffs that is a bit undisciplined but pretty ambitious for a fledgling band of young musicians. “A Tribute to Frank” is just what the title says, but interestingly enough the short track’s keyboard and percussion bear a striking resemblance to a lot of jazzed-up New Age music I heard in the early eighties. This is also the only track of its kind on the album. “Be the Man You Are” is the other oddity, a mellow, folk-like guitar number with Beer providing dime-store philosophy backed by some decent harmony courtesy of guitarist Rob Terstall. “Gemini” is a very prototypical early seventies Hammond organ-driven heavy rock song with wailing lead guitar and a toe-tapping though not particularly ambitious drumbeat. In all the tune isn’t bad, but sounds just like at least a couple dozen other bands of that era that come to mind but who I won’t bother to list out here. The only instrumental on the album (“Eucalyptus”) is another slow number with an almost maddeningly plodding guitar and bass line that just doesn’t seem to go anywhere. I’m guessing there are no lyrics because the band couldn’t think of anything to say about the music. Me either. The band ends the album and their career with “Clown”, another hard-rocker with psych guitar much in the vein of the opening track. Again, not bad but nothing any prog fan hasn’t heard countless times before. The CD reissue has a bonus track (“Oh No”) which was also featured on the 1973 SWF session tapes released on the Long Hair label in 2007. This is another organ orgy (that sounds weird when I read those words back out loud), although I’ll admit the tune is representative of the rest of the band’s work so I suppose it fits here. I’ll say the same of this album that I did about their SWF Sessions CD – not essential by any means, but a record that will likely have some appeal to fans of heavy prog. Three stars just because I think the music is a little better than just for collectors and fans of the band. Download: http://paylesssofts.net/rs/?id=1726844

Alcatraz - Vampire State Building (1971)

Another fine Krautrock recording to come out of Hamburg. Playing through small venues [such as hostels], Alcatrazs' repertoire comprised mainly of covers of well known bands; Ten Years After, Keef Hartley Band, Savoy Brown, Vanilla Fudge, Black Sabbath, Uriah Heep. Branching out with compositions of their own, the band began listening to jazzy bands such as Soft Machine and Tony William's Lifetime. Putting two and two together their sound falls somewhere between their earlier Hard rock contingencies and Jazz, with a healthy dose of Improv. The album was recorded under peculiar circumstances. Recorded at Faust's studio in Wümme, the farm surrounding the studio was sieged by police after suspecting a crack down on a terrorist hideout. The band still managed to get through the whole recording process within the day, unfazed by the incident. While per se my interest is wanning for the Hard rock side of music, fused with part jazz, Improv and general Kraut craziness, made this pleasurable listening experience. Featuring flute, sax, piano, bongo, and the signature sound is made between the interplay between lead lines from Sax or flute enmeshed warmly by fuzz- guitar work. I'm not too fond of the vocals, but they fit the part well [only featured on two tracks, thankfully!]. I find myself enjoying the extended jazzy jams; more than the harder sections, but the album finds a nice balance, connecting the two comfortably without either becoming over bearing. I love putting this album on of the evenings, the jazz leanings give a sedated feeling. For those put off by Krautrock absurdities this album shouldn't provide any problems, it does possess some more 'out there' improvisation jams [no more than your average Art rock band], but never wonders off into meaningless noddling. While a fine album, the album doesn’t find that extra edge to captivate me into regular listening. I discovered “Vampire State Building” during my Nurse With Wound list obsession. Being relatively high up the list this was one of my earlier experiences. Interesting fact; Nurse with Wound and Stereolab covered 'Simple Headphone Mind' on a collaboration in 1997. I still have yet to hear this rendition but will definitely check it out some day. Finally the album has been re-released [long hair] via the master tapes, containing extensive linear notes. During the re-release of the album the musicians unearthed three new tracks originally recorded at Hamburg Windrose Dumot Studio, which were recorded a few months after the deadline of the full album. All three songs can be heard of the CD version.
(Progarchives Review)

German Oak - German Oak (1972)

Studio Album, released in 1972
Track Listings: 1. Airalert (1:55) 2. Down In The Bunker (17:57) 3. Raid Over Duesseldorf (15:42) 4. 1945 - Out Of The Ashes (2:13) Total Time: 37:47Witch & Warlock CD bonus tracks: 5. Swastika Rising (4:55) 6. The Third Reich (10:18)7. Shadows Of War (5:54)-a. Rain Of Destruction-b. V1 To London
Total Time: 58:54
Line-up/Musicians: - Wolfgang Franz Czaika / lead & rhythm guitar- Ullrich Kallweit / drums, percussion- Harry Kallweit / bbass, voice- Manfred Uhr / organ/fuzz-organ, voice - Norbert Luckas / guitars & noises

Dom - Edge Of Time (1970)

Studio Album, released in 1970 Track Listings: 1. Intruitus (8:55) 2. Silence (8:53) 3. Edge Of Time (9:05) 4. Dream (9:37) Total Time: 36:30Bonus Tracks - CD Reissue: Flotenmenschen 1 (6:31) Flotenmenschen 2 (1:15) Flotenmenschen 3 (1:17) Flotenmenschen 4 (1:11) Let Me Explain (6:37) Line-up/Musicians: - Laszlo Baksay / bass, lyrics, vocals- Gabor Baksay / percussion, flute, vocals- Reiner Puzalowski / guitar, flute, vocals- Hans Georg Stopka / organ, guitar, vocals Download: http://paylesssofts.net/?x1bb06912

Bang - Bang (1971)

Bom hard desse power trio dos USA. Frank Gilcken (guitarra), Frank Ferrara (baixo) e Tony D´Lorio (bateria) fazem um som extremamente pesado (para época, é claro) que certamente agradará fans do Led Zeppelin e afins. Download: http://paylesssofts.net/?x154f6913

Silberbart - 4 Times Sound Razing (1971)

This is one of the heaviest psyche albums ive heard!!! The band is a trio, bass, guitar and drums...it lacks any type of influence: electronic, jazz or eastern that could define a lot of the bands in the Kraut! genre. This is straight out heavy psyche-freak out. The albums starts off with Chub-Chub-Cherry, wich at the very beggining you know its going to blast off, the song goes on pretty typical, verse-chorus-verse.. The guitar jumping around, very foust and loud, while on the back you hear a loud and very solid bass and drum line. Brain Brain gets you going with some crazyness, its a pretty long track, for the first 3 mins you hear Hajo singing while the bass and drums go along with him very slow and soft...and then everything justs burst out! right before they start building it up again. and they go off into the heavy stuff. The next two songs: God and head tear of a drunken song kind of follow the same structure, they start like a "normal" rock song and saving all the really heavy and wild stuff for the end, same type of motion as in the first song: guitar over bass and drums, but they never get down, they always keep it interesting. They heavily maintain the rock portion of the music , all the lyrics are in english, the voice is highpitch and it gets along pretty well with the music. all the instruments are finelly equilibrated, not one covers the sound of another at any time. good sound quality also... (Progarchives Review) Download: http://paylesssofts.net/?x1ebc6707

Lightshine - Feeling (1976)

Studio Album, released in 1973 Track Listings: 1. Sword in the Sky (4:50) 2. Lory (5:31) 3. Nightmare (10:33) 4. King and Queen (13:44) 5. Feeling (7:37) Total Time: 42:15 Line-up/Musicians : - Joe / guitar, vocals - Ulli / guitar, flute, vocals - Olli / synthesizer - Wolfgang / bass - Egon / drums Download: http://paylesssofts.net/?x159b6978

Classicasso do krautrock que vale a pena postar de novo. Um dos meus discos prediletos. Jane, para dar uma definição banal, é um mix de Pink Floyd com o típico hard setentista, meio na linha do primeiro disco do Eloy. Mas só ouvindo é que a gente descobre que não só tal definição é insatisfatória mas mesmo que qualquer comparação estilística não dá conta da criatividade do grupo, a qual não se resume em fazer algo "diferente", "esquisitão", tendo antes a ver com a capacidade do músico em reelaborar elementos já conhecidos. E isso fico patente em cada faixa de Together, disco inesquecível do começo ao fim. Questionável também a inclusão do Jane no que se convencionou chamar de krautrock, sinônino, para muitos, da extravagância germânica no campo da psicodelia. Enfim, Jane é para quem simplesmente gosta de boa música rock, com peso, melodia e complexidade instrumental na medida certa.

Taste - On The Boards (1970)

Taste - Taste (1969)