21 de dezembro de 2007

Os quatro cavaleiros que dizem Ni e sua infame pretensão de legislar sobre a consciência alheia

Faço questão de reproduzir aqui na íntegra um post do Reinaldo Azevedo analisando a entrevista de Sam Harris a Veja e o fato de que a maior parte dos brasileiros se recusa a votar num candidato ateu a presidente. Aproveito para, à guisa de preâmbulo, anteceder-lhe alguns longos comentários que fiz no blog do Orlando Tambosi a respeito da reunião entre os quatro cavaleiros que dizem Ni - Sam Harris, Richard Dawkins, Daniel Dennet e Christopher Hitchens - realizada em 30 de Setembro para discutirem um assunto que eles se julgam experts - religião.
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EU: Se um sujeito declara publicamente que é cristão e acredita piamente em Deus, isto pode, talvez, ser pura hipocrisia. Não há muito o que inferir. Mas se ele se empenha em espalhar aos quatro ventos as "virtudes morais e intelectuais do ateísmo", procurando arrebanhar atrás de si um séquito disposto a militar numa cruzada contra a fé, não tenha dúvidas: trata-se de um charlatão, mentiroso e falastrão cujo objetivo é semear a discórdia onde reina a paz.
Eles, como militantes do ateísmo e defensores da incompatibilidade entre fé e razão, só podem mesmo trocar figurinhas entre si, porque, se se expuserem ao intelecto agudo do baixinho Denish D´Souza( que, com base na filosofia crítica de Kant, demonstra que ciência não pode nem provar nem refutar a hipótese da existência de Deus, hipótese que, segundo Kant, é um postulado prático da razão pura: "Razão deve conhecer seus limites a fim de ser verdadeiramente racional", afirma Denish) caem no ridículo.Tambosi, traduza também o debate no King College em que D´Souza destroça Christopher Hitchens, que escreveu o panfleto "Deus não é grande", livro que deveria se intitular "Eu não sou grande".
UM TAL DE CATELLIUS: Ó! Preciso assisti-lo! Os lulistas também acham que o Lula ganhou todos os debates dos quais participou... Isto não me surpreende.Para começar, esse D’Souza é um pateta (basta vê-lo falar) que põe a culpa pelos atentados de 11 de setembro nos liberais americanos, ha ha ha, culpa Jimmy Carter pelos atentados por transparecr fraqueza para Bin Laden.
EU: Simples, D´Souza o destroçou no referido DEBATE. Aliás, isso não traz nenhum mérito a D´Souza, porque o Hitchens é burro de doer, refutá-lo é mais fácil que roubar brócolis de criancinha enfastiada. E a tese de D´Souza acerca de como o EUA estão sendo sabotados por essa canalha não é exatamente essa!
UM TAL DE CATELLIUS: Militantes do ateísmo só podem discutir entre si porque se forem discutir com D’Souza cairão no ridículo? Ho ho ho! Como alguém pode ser militante do ateísmo apenas trocando figurinhas com outros ateus? Aí não é militante, parvo!
EU: Quem lhe disse que eles ficam só trocando figurinhas entre si? É óbvio que, além disso, eles também fazem proselitismo, que é a essência da militância, falando a um público que só ouve e que "confia" na "autoridade científica" desses senhores, porque honestidade intelectual é uma virtude da qual eles estão irremediavelmente destituídos e que nem mesmo sabem o que é.
UM TAL DE CATELLIUS: O ônus da prova cabe ao crente que defende sua existência.
EU: Não. Em primeiro lugar, crente não "defende" Deus, mas apenas conta, na intimidade da consciência, com Sua proteção e graça.A existência ou não existência de Deus não é algo que dependa da fé humana. O que realmente não pode existir sem a crendice de gente ignorante que julga antes de compreender é a reputação de cientista ocioso e filosofeiro de mesa de botequim. Ademais, não há ônus de prova algum no campo estrito da fé, porque, se algo é "objeto" de crença, sua existência (ou não existência) não pode, por definição, ser demonstrada, mas apenas "desejada", com a única restrição lógica de que seu conceito não envolva uma contradição interna (por isso, vc. não vê ninguém por aí desejando, discutindo a possibilidade ou acreditando na existência de quadrados-redondos, exceto o Bertrand Russell durante uma determina época, hehehehe). Que os ângulos internos de um triângulo perfaçam 180 graus ou que, a partir de uma reta dada, é possível a construção de uma figura plana com três lados exatamente iguais, são proposições cuja verdade subsiste independentemente de nossa vontade, dispensando, pois, qualquer assentimento, e cuja demonstração pode ser descoberta ou reconstituída por qualquer um que ouse usar a própria razão.
UM TAL DE CATELLIUS: “Razão prática” é ardil de um teólogo – era como Nietzsche sabiamente chamava Kant – que deseja subverter a única razão que existe para, quando for conveniente, abrir mão dela. Ora, todo meu respeito a Kant e seu iluminista “ouse pensar”; já foi um grande avanço. Mas não era suficientemente racional para perceber que se não comprara as “provas” da existência de deus, análogas aos motivos pelos quais a idéia de deus existe, não era obrigado a considerar a possibilidade da existência de deus.
EU: Razão prática é a mesma faculdade que razão teórica, distinguindo-se apenas os usos que dela se podem fazer. Se se limita à descoberta e à contemplação da verdade, no caso de Kant, ao conhecimento objetivo das leis que regem os fenômenos, isto é, a natureza sensível, chama-se teórica. Mas se se volta para a práxis e a realização do bem, em termos kantianos, se seu emprego consiste em orientar e determinar a vontade a agir segundo leis da liberdade, chama-se prática. Para o uso teórico da razão, Deus é um objeto logicamente possível, só que incognóscível, o que significa dizer que não é humanamente possível "saber" se Ele existe ou não existe, já que, como "ens rationis" e, por conseguinte, incondicionado, não pode por definição se submeter às condições formais da intuição sensível, vale dizer, se apresentar no tempo e no espaço, domínio além do qual uma "pessoa suficientemente racional" talvez não ouse se aventurar, mas cuja "fronteira" inteligível já indica um "em si" para o qual a razão humana, segundo Kant, é irresistivelmente atraída, e isto é o que levou Kant a afirmar que a metafísica é não só possível mas mesmo efetiva como propensão natural da razão. Agora, se esta é capaz efetivamente de, segundo princípios constitutivos próprios, determinar a vontade ao cumprimento do dever, ou seja, se há um uso prático da razão pura, a admissão da existência de Deus não é simplesmente uma opinião que, se sustentada por um teólogo ou emitida por um pobre diabo qualquer, suscite um conflito incontornável entre razão e fé, ao ponto de um Nietzsche, que suspeitava de tudo e de todos (menos de que era um louco desvairado, e isto é fato e não juízo de valor),ter de ser levado a sério por acusar Kant de ser um sacerdote vestido no hábito de filósofo, o que, no fundo, só revela a má-fé de quem se vê no direito de propor um princípio metafísico (a vontade de potência) de subversão de todos os valores para preencher o rastro nihilista deixado pelo "Deus está morto" que, até hoje, vem causando danos irreversíveis à vida espiritual do Ocidente. Para o cristão que sabe quais são os deveres morais do homem, a fé em Deus é uma exigência mesma (um postulado prático, diz Kant) da razão: quem age moralmente bem é digno de felicidade e quer, ipso facto, que este mundo - que, se é uma porcaria, ficou ainda pior com a proliferação de filhos-da-puta - seja o resultado do fiat divino. Mais: o verdadeiro cristão faz jus á misericórdia de Deus e a estar junto Dele na Morada Eterna, tendo, inclusive, a capacidade moral, outorgada diretamente pelo Criador, de obrigar ateus impertinentes, como os 4 cavaleiros que dizem Ni, a ir legislar sobre a consciência da puta que os pariu.
UM TAL DE CATELLIUS:- Defensores da incompatibilidade entre fé e razão também só podem discutir entre si? Bom, o que se afirma é que há incompatibilidade entre razão e fé religiosa, VERDADE REVELADA, explicações metafísicas. Não qualquer fé. Um bom cientista pode ter fé em determinada teoria, mas se verá obrigado a abandoná-la quando cair por terra, quando não se sustentar mais. Mas há a fé burra – a que os ateus consideram incompatível com a razão – dos que de antemão sabem que não a abandonarão perante evidências contrárias. A fé baseada na autoridade, porque está escrito em um livro muuuuito antigo, porque muitos homens bons também acreditavam, etc.
EU: "Fé em teoria" é simplesmente uma contradictio in adjecto. Fé só tem lugar quando está ausente a certeza, que é um assentimento teórico, o que não quer dizer que a própria fé não possa ser objeto de reflexão e análise, as quais ajudam a compreendê-la,é verdade, mas que por si sós são incapazes de produzi-la ou mesmo de fortificá-la: uma proposição teórica "decidível" ou é demonstravelmente verdadeira ou é demonstravelmente falsa; do contrário, ou ela é imediatamente apreensível pelo intelecto, sendo, pois, um princípio, ou então exprime meras constatações de fatos empíricos. Em qualquer dos casos, não há sentido algum em dizer que um "bom cientista" sustenta uma teoria por fé na própria teoria (a não ser que se trate de um puta mentiroso que consegue até ludibriar a si mesmo!). Um "bom cientista" propõe teorias e as sutenta por ter certeza de que elas são verdadeiras (certeza que,se não se trata de premissas por si evidentes, só se atinge por meio de prova e que lá prá frente pode se revelar um erro apenas com a refutação da teoria), assim como uma pessoa normal, gozando plenamente de suas faculdades mentais, depois de presenciar, por exemplo, um acidente automobilístico, afirma categoricamente o que e como ocorreu, porque viu o que se passou, não por fé (Se não viu e sabe apenas por "ouvir dizer", aí sim se trata de crença, mas crença na fonte de onde obteve a informação. Para quem ignora, a expressão "não acredito no que vejo" é mera figura de linguagem!). Já as discussões teológicas estão na seara teórica (não da fé);por isso, Kant demonstra, na Dialética transcendental, que a teologia é impossível como ciência, SE, e somente se, por esta se entende um sistema doutrinal de proposições teóricas axiomaticamente articuladas que possam ser obtidas e demonstradas a partir de experimentos imaginados conforme sólidos princípios matemáticos do movimento. Que a teoria kantiana das condições de possibilidade do conhecimento científico seja verdadeira, e penso que sim,nem por isso os estudos teológicos foram extintos no mundo civilizado nem a fé cristã foi abalada no mais mínimo que seja! Aliás, é bom lembrar, a teologia é uma metaphisica specialis, e não poderia deixar de ser, sob pena de perder seu próprio objeto. Pois fé é confiança na palavra dada, assentimento prático que, ao contrário da mera opinião e da certeza, não se refere diretamente às coisas, tendo que ver somente com a relação, im pacto, da vontade de quem promete com a vontade daquele a que se dirige a promessa. Pacto do homem com Deus ou, melhor, renovação da aliança da criatura com o Criador.Traduzido em termos da filosofia kantiana da religião, a razão prática pura é o Deus promitente agindo em nós; o bem supremo (a felicidade eterna sob a condição do exercício da moralidade), o prometido, e o arbítrio humano, o promissário. Concebida assim, a fé em Deus é o juízo pelo qual o postulado da razão prática pura é representado, por um sujeito particular, como verdadeiro, isto é, o juízo prático em que este sujeito livremente atribui a vigência das leis morais inscritas em sua própria razão à vontade do Deus soberano, que, dessa forma, fala em seu coração.
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EU:Há uma diferença semântica básica - que já se faz notar na própria estrutura sintática - entre juízo teórico (que, como tal, encerra a presunção lógica de verdade, isto é, de valer como representação objetiva daquilo que é) e juízo prático ou moral ( que se caracteriza pela presunção, também lógica, de que a máxima de conduta proposta se constitui na determinação de um dever,isto é, na reprensentação de um modo de agir como objetivamente necessário).Juízos teóricos indecidíveis (como os da teologia, que não podem ser provados mas também não podem ser refutados, embora, nesse âmbito, denotem nobreza e elevação de espirito, porque quem sinceramente acredita em Deus não mede esforços para conhecê-LO )refletem a ingênua opinião, presunçosamente iluminista e laica, de que a razão humana não possui limites intransponíveis e que, por conseguinte, é possível um conhecimento objetivo acerca de tudo. Com um tal positivismo rastaquera e inconsequente, "cientistas" desocupados como Dawkins e companhia querem passar essa imagem de que são todo-poderosos, trazendo para o campo do debate científico assuntos que outrora só tinham pertinência no âmbito da teologia ou entre os adeptos da fé cristã. Com isso, eles reintroduzem desnecessariamente elementos metafísicos no discurso científico, fazendo os tolos acreditarem que se trata de investigação empírica rigorosa (coisa que, tudo indica, eles não têm capacidade para fazer e com a qual perdem logo a paciência) o que, no fundo, é pura especulação e devaneio de quem tá cegamente comprometido com embates ideológicos.Se é absurdo querer explicar cientificamente o mais ou menos conhecido (os fatos naturais)pelo absolutamente desconhecido (Deus), não é menos insensato - para não dizer falacioso - querer concluir coisas acerca do homem (de como ele deve agir ou pensar e do que esperar da vida) a partir da "refutação" da existência daquilo mesmo que os 4 quixotescos, de saída, já consideram um disparate que só perdura na cabeça de anões obscurantistas, porque estes, dizem, se penduram, como papagaios de pirata, nos ombros dos titânicos paladinos das Luzes, imbuídos, como estão, em destronar o Todo-poderoso na base da logomaquia. Não há lei física empirica e matematicamente mais bem assentada do que a lei de gravitação universal. E isso se deve, entre outros méritos, ao fato de Newton se recusar a levantar hipóteses acerca da existência e natureza de uma heuristicamente concebível "força de atração", idéia que só suscitava dificuldades nas cabecinhas metafísicas incapazes de compreender que os limites da observação empírica não são estabelecidos por seus umbigos nem são extendidos pelos empurrões da propaganda política.(Aliás, as ciências experimentais da natureza não têm por objeto nem Deus nem a consciência moral das pessoas). Agora, é uma questão filosófica espinhosa saber se, e sob que condições, é possível decidir sobre a validade objetiva de um juízo moral, mas, desde Hume, uma coisa é certa: um juízo moral (vulgo, juízo "de valor") não pode ser provado a partir de juízos teóricos, nem estes, vice-versa, podem ser logicamente deduzidos daquele.Ora, o juízo de fé ("eu acredito ou confio em"), que é uma espécie de juízo prático, se refere ao próprio conteúdo ou "objeto" de uma ação interna (intenção) que, se consumando no forum mais íntimo da consciência individual, só é possível sob a pressuposição da liberdade da vontade e, portanto, de que há máximas de conduta não apenas objetivamente válidas mas até exeqüíveis, mesmo para agentes submetidos a circunstâncias adversas, como nós, pobres mortais. Em poucas palavras, ato de fé pressupõe, no plano teórico, dúvida e, no plano prático, virtude.Esse "objeto" do juízo de fé, pois, é a intenção ou disposição moral de outrem, na qual temos razões subjetivas suficentes para acreditar na medida que é um postulado moral querer tudo aquilo de que depende a completa realização do que SABEMOS e SENTIMOS ser um dever.Assim, por exemplo, SE se reconhece como um dever a veracidade, ENTÃO se é moralmente obrigado a admitir, melhor, a querer que todos os demais sejam não só capazes de agir desse modo mas também dipostos a tal (crença que é tanto mais firme quanto mais o ser veraz deixou de ser um mero costume - ethos, com epsilon inicial- e se sedimentou como um traço de nosso caráter, do nosso ethos - com eta incial). Mais: temos também que querer que a proibição da mentira tenha sido posta por uma vontade legisladora, soberana e perfeita, o que não teria qualquer sentido se a crença na existência de Deus, na imortalidade da alma e na bem-aventurança eterna (nas "promessas" de Cristo)não fosse, originariamente, um postulado moral.Do contrário, incorre-se numa contradição PERFORMATIVA (pois quem efetivamente é honesto, magnificente, corajoso, recatado, calmo... não pode querer um mundo dominado por ladrões, avaros, covardes, despudorados e irascíveis nem, muito menos, cede à tentação de, se o destino o lançou numa pocilga, comer farelos com os porcos) ou, se se preferir, procede-se de má-fé: a velha cretinice de tomarmos a suspeição de que o outro não honrará sua palavra como pretexto para não cumprirmos a nossa, abrindo, assim, uma excessão à regra, que nosso juízo moral já propõe como universalmente válida,de que não se deve mentir.E há razões subjetivas mais do que suficientes para querermos que este mundo tenha sido ordenado por um Criador sumamente bom e justo. Não fosse assim, estaríamos todos satisfeitos com o comportamento alheio e, em hipótese alguma, atribuiríamos os predicados "bom" e "mau" aos atos, motivações e até ao caráter dos outros. Daí essa obsrvação perspicaz de David Hume, que mostra bem em qual categoria se encaixa a mentalidade dos relativistas morais e ateus, sim, militantes:"Aqueles que têm negado a realidade das distinções morais podem ser classificados entre os CONTENDORES INSINCEROS, pois não é concebível que alguma criatura humana possa seriamente acreditar que todos os caracteres e ações sejam igualmente dignos de estima e consideração de todas as pessoas".
UM TAL DE CATELLIUS:A diferença entre a fé religiosa e a fé em uma teoria é que a segunda está mais para “crédito”, “confiança”, e a primeira é apenas uma crença passada de pai para filho, do tipo “não misture leite com manga”.
EU: A distinção acima é arbitrária e equívoca, porque fé é sempre confiança que se deposita em alguém que empenha sua palavra, seja Cristo (cujo corpo foi pregado na cruz como prova inconteste - symbolos - da presença do Espírito Santo entre nós e da bondade infinita do Pai para conosco, pecadores que, por qualquer ninharia, se negam a sacrificar-se pela própria salvação), seja nosso progenitor, seja Dawkins. Por exemplo, se minha mãe chega e diz "filho, não coma manga misturada com leite, porque isso pode te matar", então das duas uma:Ou ela está convicta de que sua opinião é verdadeira e, portanto, é sincera, permanecendo, pois, digna de crédito.Ou então ela sabe perfeitamente que isso é uma balela e, portanto, mente. No primeiro caso, mesmo estando errada, minha mãe procede em vista do meu BEM. Para uma verdadeira mãe, a mera possibilidade, mesmo que remota, de algo causar malefício a seu filho sempre justifica cautela.Eis uma excelente razão para os filhos confiarem nos pais e não presumirem( presunção que não é lógica, pois não diz respeito ao juízo como tal, mas patológica ), só porque os consideram ignorantes e retrógrados, que eles, com suas recomendações e argumentos de autoridade, visam tão-somente exercer controle despótico sobre a prole.Essa é a típica desfaçatez de quem se ressente da ampla influência (moralmente positiva, diga-se de passagem) que a religião cristã exerceu, exerce e sempre exercerá sobre o povo, acusando-a de veicular uma "moral de fracos" e imputando aos seus sarcerdotes, indiscriminada e levianamente, o vil propósito de tirarem proveito da credulidade popular a fim de aumentar sua cota de poder temporal. Daí por que esses espíritos ressentidos se acham a fonte primeva de todos os valores e, portanto, no direito de invertê-los a seu bel prazer, soberbamente desrespeitando a tradição (a completa falta de piedade, no sentido grego de ´eusébeia´, que é uma grave falta, uma ´hybris´, perante tudo que há de mais divino e elevado em nós) e a liberdade de consciência ("o que é sagrado só para os crentes e não para sociedade", afirma uma dessas bestas quadradas, não merece qualquer estima nem impõe qualquer obrigação moral ou jurídica; logo, não há nada de mal em profaná-lo), ao mesmo tempo que se colocam no panteão dos heróis defensores da humanidade.Hehehehe: o velho estratagema "xingue-os daquilo que vc. é e acuse-os daquilo que vc. faz". Aber....Wille zur Macht ist nicht Vermögen zu denken oder Freiheit zu handeln.
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EU:O poder eclesiástico se deriva da força moral da Bíblia e lhe é diretamente proporcional, mas não, ao contrário, as palavras de Deus persuadem os corações, porque a mente dos fieis é coagida com a ameaça de sevícias divinas pela oratória do clero ou porque suas goelas são abertas com a espada da Igreja Católica. Esta não precisa, nem deve, se servir de ignóbeis expedientes e, quando de fato ultrapassou hipocritamente o métron, cometeu uma afronta ao Criador.Ademais, criacionismo não é teoria científica, que possa ser empiricamente comprovada ou confutada, mas narração da gênese supra-sensível do homem (um ´mythos´ que, diferentemente dos "Evangelhos", não possui nenhuma eficácia catártica sobre a alma). Portanto, "parvo" é quem não consegue ler "A origem das espécies" sem ter em vista a pueril contestação da Bíblia, prova de que não entendeu (se é que algum dia os leu) nem o livro de Darwin nem as Sagradas Escrituras, que, como aprendi hoje, "só são sagradas para os crentes" assim como o mel só é doce para o paladar.Então, corte a língua dos fideístas ou prive-os da palavra, que os termos "sacrilégio" e "ultraje a culto" desaparecerão definitivamente de nosso vocabulário!
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EU:Agora, sobre o morticínio e perseguição de cristãos pelo mundo afora motivados por um ódio furibundo a sua fé, há um silêncio sepulcral. Ninguém forceja em prol daqueles em quem não acredita, e, claro, cristão é bicho intransigente e bocó, seus lamentos só podem ser reflexo de alguma "teoria da conspiração" difundida pelo Olavo de Carvalho.
VEJA 5 – Só 13% dos brasileiros votariam num ateu para presidente
Por Reinaldo Azevedo
A VEJA desta semana traz reportagens sobre a resistência da fé e da religião. O dado mais interessante é revelado por uma pesquisa encomendada ao CNT/Sensus: apenas 13% dos brasileiros votariam num ateu para a Presidência da República, informa reportagem de André Petry. Outros números: 84% aceitariam votar num negro; 57%, numa mulher; 32%, num homossexual. Parece que os brasileiros levam a sério a sentença de que, se Deus não existe, então tudo é mesmo permitido.A revista traz também uma entrevista com Sam Harris, “um dos ateus mais barulhentos dos EUA”. Segundo ele, “a fé é, intrinsecamente, um elemento que, em vez de unir, divide. A única coisa que leva os seres humanos a cooperar uns com os outros de modo desprendido é nossa prontidão para termos nossas crenças e comportamentos modificados pela via do diálogo.” Trata-se de um juízo interessante o de Sam Harris: pelo visto, para ele, todo diálogo é possível, menos com aqueles que têm fé. Logo, deve se referir a um diálogo que exclui a maioria da humanidade. Vale a pena ler a sua entrevista, sobretudo porque revela a oceânica ignorância do ateísmo — misturada a uma estupenda prepotência. Afirma Harris: “No futuro, não haverá nada como espiritualidade muçulmana ou ética cristã. Se há verdades espirituais ou éticas a ser descobertas, e tenho certeza de que há, elas vão transcender os acidentes culturais e as localizações geográficas”.Não acreditem em Deus. Acreditem em Harris. Ele sabe o que virá. O filósofo acha Deus imperfeito demais para criar um mundo de justiça. Certamente essa é uma tarefa mais fácil de ser desempenhada pelos homens... Li a sua entrevista — e recomendo que vocês o façam — e me dei conta do truque fundamental de seu discurso: a fé não presta porque não pode ser comprovada pela ciência. Com a devida vênia, Santo Tomás de Aquino resolveu essa questão no século 13.E se poderia falar, finalmente, do rastro de sangue das religiões. Não dá para contar a história que não houve, claro. O que conhecemos do mundo sem Deus? Salvo engano — e me corrijam se eu estiver errado dando-me um outro exemplo —, tivemos a experiência comunista. Nunca antes uma religião matou mais de 100 milhões de pessoas em miseráveis seis décadas. A maquinaria mental e teórica que justifica o morticínio está no século 18: a Revolução Francesa e seu iluminismo. O Terror Revolucionário matou em dois anos mais do que a Inquisição em quatro séculos. A idéia da engenharia social a engendrar uma nova civilização que esmaga o passado em nome do futuro é filha dos "crimes da liberdade".Os “mortos” em nome de Deus realmente enchem o mundo de vergonha. Já os mortos em nome do “novo homem racional” são pura poesia humanista... A religião não existe para dar a versão cristã ou muçulmana da fissura do átomo. Ela é um dado da cultura que aponta um norte ético para esse e outros saberes. Negar a religião é negar uma parte da história da moral humana. Quando Harris resolver estudar um pouquinho, terá a chance de aprender que a idéia que o Ocidente tem de igualdade, esta mesma consubstanciada em leis civis e laicas (a melhor sociedade que o homem já fez), nasce com o cristianismo, que libertou o homem do jugo de sua família, de seu senhor, de sua tribo, de suas paixões, chamando-o à consciência individual.Um dia explico melhor por que convivo bem com os ateus e me incomodo um tanto com quem se coloca contra as religiões. Tendo a achar que, se dependesse da vontade, todo mundo acreditaria em Deus. Mas há quem não consiga, ainda que queira. Já a militância anti-religiosa é uma escolha intelectual. Procura negar a história — corrigi-la retroativamente, se possível — e faz tábula rasa de uma experiência social que está na base da formação de todos os povos. Há uma insanável puerilidade malcriada no discurso anti-religioso que é nada além de ignorância e obscurantismo.Assinantes lêem mais aqui, aqui e aqui
Vídeos completos do debate DineshxHitchens no YouTube

18 de dezembro de 2007

The little Dinesh D' Souza, o destruidor de anões do pensamento como Dawkins e Dennett

Dinesh D´Souza, of the Hoover Institution, Stanford University

Dinesh D’Souza & Christopher Hitchens Debate
“Is Christianity the Problem?”
Lecture Why They Hate Us: America and Its Enemies, proferida no Blinn College em 3 de Outubro de 2002 What atheists Kant refute Reason must know its limits in order to be truly reasonable.
By Dinesh D'Souza from the October 17, 2007 edition E-mail Print Letter to the Editor Republish del.icio.us digg Opinion editor Josh Burek talks with Dinesh D'Souza about atheism.Rancho Sante Fe, Calif. - Religion has faced formidable foes in its history. But atheism hasn't generally been one of them – until today. A recent string of bestselling books has put believers of all stripes on the defensive. Religion, say authors such as Richard Dawkins, Daniel Dennett, and Christopher Hitchens, is an unreasonable form of blind faith, often leading to fanaticism and violence. Reason and science, they contend, are the only proper foundations for forming opinions and understanding the universe. Those who believe in God, they insist, are falling for silly superstitions. This atheist attack is based on a fallacy – the Fallacy of the Enlightenment. It was pointed out by the great Enlightenment philosopher Immanuel Kant. Kant erected a sturdy intellectual bulwark against atheism that hasn't been breached since. His defense doesn't draw on sacred texts or any other sources of authority to which people of faith might naturally and rightfully turn when confronted with atheist arguments. Instead, it relies on the only framework that today's atheist proselytizers say is valid: reason. The Fallacy of the Enlightenment is the glib assumption that there is only one limit to what human beings can know – reality itself. This view says we can find out more and more until eventually there is nothing more to discover. It holds that human reason and science can, in principle, unmask the whole of reality. In his 1781 "Critique of Pure Reason," Kant showed that this premise is false. In fact, he argued, there is a much greater limit to what human beings can know. Kant showed that human knowledge is constrained not merely by the unlimited magnitude of reality but also by a limited sensory apparatus of perception. Consider a tape recorder. It captures only one mode of reality, namely sound. Thus all aspects of reality that cannot be captured in sound are beyond its reach. The same, Kant would argue, is true of human beings. The only way we apprehend empirical reality is through our five senses. But why should we believe, Kant asked, that this five-mode instrument is sufficient? What makes us think that there is no reality that lies beyond sensory perception? Moreover, the reality we apprehend is not reality in itself. It is merely our experience or "take" on it. Kant's startling claim is that we have no basis for assuming that a material perception of reality ever resembles reality itself. I can tell if my daughter's drawing of her teacher looks like the teacher by placing the portrait alongside the person. With my eyes, I compare the copy with the original. Kant points out, however, that comparing our experience of reality to reality itself is impossible. We have representations only, never the originals. So we have no basis for presuming that the two are even comparable. When we equate experience and reality, we are making an unjustified leap. It is essential to recognize that Kant isn't diminishing the importance of experience. It is entirely rational for us to use science and reason to discover the operating principles of the world of experience. This world, however, is not the only one there is. Kant contended that while science and reason apply to the world of sensory phenomena, of things as they are experienced by us, science and reason cannot penetrate what Kant termed the noumena – things as they are in themselves. Some critics have understood Kant to be denying the existence of external reality or of arguing that all of reality is "in the mind." Kant emphatically rejects this. He insists that the noumenon obviously exists because it is what gives rise to phenomena. In other words, our experience is an experience of something. Perhaps the best way to understand this is to see Kant as positing two kinds of reality: the material reality that we experience and reality itself. To many, the implication of Kant's argument is that reality as a whole is, in principle, inaccessible to human perception and human reason. So powerful is Kant's argument here that his critics have been able to answer him only with derision, as though his arguments are self-evidently fallacious. When I challenged Daniel Dennett to debunk Kant's argument, he responded on his website by saying several people had already refuted Kant. But he didn't provide any refutations and he didn't name any names. Basically, Mr. Dennett was relying on the ignorance of the audience. In fact, there are no such refutations. Although Kant's argument seems counterintuitive – in the way that some of the greatest ideas from Copernicus to Einstein are counterintuitive — no one who understands the central doctrines of the world's leading religions should have any difficulty grasping his main point. Kant's philosophical vision is largely congruent with the teachings of many faiths that the empirical world is not the only world. Ours is a world of appearances only, in which we see things in a limited and distorted way – "through a glass, darkly," as the apostle Paul writes in I Corinthians. The spiritual reality constitutes the only permanent reality there is. Christianity teaches that while reason can point to the existence of this higher domain, it cannot on its own fully comprehend that domain. Thus, when Christopher Hitchens and other atheists routinely dismiss religious claims on the grounds that "what can be asserted without evidence can also be dismissed without evidence," they are making what philosophers like to call a category mistake. We learn from Kant that within the domain of experience, human reason is sovereign, but it is in no way unreasonable to believe things on faith that simply cannot be adjudicated by reason. When atheists summarily dismiss such common ideas as the immortality of the soul or the afterlife on the grounds that they have never found any empirical proofs for either, they are asking for experiential evidence in a domain that is entirely beyond the reach of the senses. In this domain, Kant argues, the absence of such evidence cannot be used as the evidence for absence. Notice that Kant's argument is entirely secular: It does not employ any religious vocabulary, nor does it rely on any kind of faith. But in showing the limits of reason, Kant's philosophy "opens the door to faith," as the philosopher himself noted. Kant exposes the ignorant boast of atheists that atheism operates on a higher intellectual plane than theism. He shows that reason must know its limits in order to be truly reasonable. Atheism foolishly presumes that reason is in principle capable of figuring out all that there is, while theism at least knows that there is a reality greater than, and beyond, that which our senses and our minds can ever apprehend. • Dinesh D'Souza's new book "What's So Great About Christianity," is out this week.

8 de dezembro de 2007

Se projeto de lei proposto por Clodovil for aprovado, brasileiro a partir dos 40 anos será juridicamente obrigado a tomar no *

Até onde sei, a recomendação médica é que se faça o exame de próstata a partir dos 45 anos, sobretudo se há casos de câncer na família. De qualquer forma, é ridículo, diria Clô, o sujeito preferir morrer a perder a virgindade anal. Não tem jeito mesmo, o brasileiro é um ser fadado a sempre tomar no *; só que, se depender dessa pessoa iluminada, que é o Clô, de quem, diga-se de passagem, sou fã, tomaremos no * legalmente. Como sou um sujeito otimista, vejo o lado bom disso: se esse bem intencionado projeto de lei for aprovado, a expressão escatológica "vá tomar no *" não será mais ofensa. Ou melhor, teremos que manifestar nossa indignação com os filhos da p assim: "não vá tomar no *
O deputado federal Clodovil Hernandes (PR-SP) apresentou no mês passado um projeto de lei que torna obrigatório o exame de próstata para os trabalhadores com idade a partir de 40 anos. A proposta foi recebida no dia 29 de novembro pela Comissão de Seguridade Social e Família da Câmara. Segundo a proposição, quando o diagnóstico for positivo, será disponibilizado ao trabalhador o tratamento psicológico necessário. “O câncer de próstata surge com o envelhecimento do homem e é o tipo de tumor mais comum entre os homens com mais de 40 anos de idade”, justifica. De acordo com Clodovil, é preciso “que os homens tenham acesso ao exame e sejam informados sobre a necessidade de sua realização”. “Nossa proposta, para tanto, é que, por ocasião dos exames previstos na legislação 3 trabalhista –admissional, demissional e periódicos–, seja também realizado o exame de próstata”, destaca

3 de dezembro de 2007

Mensagem ao mais-que-perfeito idiota latino americano

Trecho da introdução à edição argentina do livro Historia de la estupidez humana de Paul Tabori
Algunos nacen estúpidos, otros alcanzan el estado de estupidez, y hay individuos a quienes la estupidez se les adhiere. Pero la mayoría son estúpidos no por influencia de sus antepasados o de sus contemporáneos. Es el resultado de un duro esfuerzo personal. Hacen el papel del tonto. En realidad, algunos sobresalen y hacen el tonto cabal y perfecto. Naturalmente, son los últimos en saberlo, y uno se resiste a ponerlos sobre aviso, pues la ignorancia de la estupidez equivale a la bienaventuranza. La estupidez, que reviste formas tan variadas como el orgullo, la vanidad, la credulidad, el temor y el prejuicio, es blanco fundamental del escritor satírico, como Paul Tabori nos lo recuerda, agregando que “ha sobrevivido a millones de impactos directos, sin que éstos la hayan perjudicado en lo más mínimo”. Pero ha olvidado mencionar, quizás porque es demasiado evidente, que si la estupidez desapareciera, el escritor satírico carecería de tema. Pues, como en cierta ocasión lo señaló Christopher Morley, “en un mundo perfecto nadie reiría”. Es decir, no habría de que reírse, nada que fuera ridículo. Pero, ¿podría calificarse de perfecto a un mundo del que la risa estuviera ausente? Quizás la estupidez es necesaria para dar no sólo empleo al autor satírico sino también entretenimiento a dos núcleos minoritarios: 1) los que de veras son discretos, y 2) los que poseen inteligencia suficiente para comprender que son estúpidos.

2 de dezembro de 2007

Enfim, venezuelanos resistem ao chaveco indecende da reforma constitucional

lunes 3 de diciembre de 2007 El pueblo dijo NO a la reforma constitucional y "es irreversible" Pasada la una de la madrugada, el Consejo Nacional Electoral anunció que el No es la opción ganadora, con “una tendencia clara que no es reversible”. Después de tensas horas de espera, la presidenta del CNE, Tibisay Lucena, pidió a los bloques, a los medios de comunicación, al pueblo, que deben acatar y respetar los resultados electorales. “Los que tienen que celebrar que lo hagan con generosidad y los que tienen que lamentar, que se vayan a su casa con tranquilidad”, pidió Lucena. Bloque A No: 4.504.354 50.70% Sí: 4.379.392 49.29% Bloque B No: 4.522.332 51,05% Sí: 4.335.136 48, 44% Total de votos válidos 8 millones 883 mil 746. Total de votos nulos 118 mil 693. Total de votos escrutados 9 millones 2 mil 439. Abstención del 44.11%
Leiam mais:

O que Marx tem a dizer aos esquerdopatas que bradam por uma "educação pública, gratuita e de qualidade"

Os esquerdopatas empoleirados em escolas (nas universidades, encarregados de formar o quadro de ideólogos e agitadores; no ensino fundamental e médio, doutrinando os jovens de modo que estes, quando ingressarem no ensino superior, se rebelem contra os "valores burgueses", fiquem receptivos à pregação dos seine spiritualer Führer e venham engrossar as fileiras da militância) deveriam, ao menos, ser mais fieis aos textos de heiligen Marx.
Ou será que, por detrás do discurso marxista, esconde-se uma estratégia gramsciana para combater na Kulturkampf? Não sei, o fato é que os auto-nomeados representantes do povo resolveram ensinar qual é o papel do Estado na revolução: emburrecer os cidadãos e, assim, fazê-los acreditar que possuem mais direitos do que deveres, inclusive o direito de subverter a ordem jurídica vigente em nome da superação do capitalismo.
Comentários marginais ao programa do Partido Operário Alemão Karl Marx Abril 1875
B) «O Partido Operário Alemão reclama como base intelectual e moral do Estado: 1. Educação geral do povo, igual para todos. a cargo do Estado. Obrigação escolar para todos. Instrução gratuita.» Educação do povo, igual para todos? Que se quer dizer com estas palavras? Acreditar-se-á que, na sociedade actual (e é dela que se trata), a educação possa ser a mesma para todas as classes? Ou querer-se-á então obrigar pela força as classes superiores a receberem apenas o ensino restrito na escola primária, o único compatível com a situação económica não só dos operários assalariados mas também dos camponeses? «Obrigação escolar para todos. Instrução gratuita.» A primeira até já existe na Alemanha, a segunda na Suíça e nos Estados Unidos para as escolas primárias. Se, em certos Estados deste último país, há estabelecimentos de ensino superior igualmente «gratuitos» isso apenas significa que, de facto, nesses Estados as despesas escolares das classes superiores são pagas com as receitas gerais dos impostos. Diga-se de passagem que o mesmo acontece com a «administração gratuita de justiça» reclamada no artigo A, 5. A justiça penal é gratuita em toda a parte; a justiça civil gira quase unicamente em torno dos litígios de propriedade e afecta portanto, quase unicamente, as classes possuidoras. Irão elas sustentar os seus processes à custa do tesouro público ? O parágrafo relativo às escolas deveria, pelo menos exigir escolas técnicas (teóricas e práticas) adjuntas à escola primária. Uma «educação do povo a cargo do Estado» é absolutamente inadmissível. Determinar por uma lei geral os recursos das escolas primárias, as aptidões exigidas ao pessoal docente, as disciplinas ensinadas, etc., e, como acontece nos Estados Unidos, fiscalizar por meio de inspectores do Estado a execução destas prescrições legais é completamente diferente de fazer do Estado o educador do povo! Pelo contrário, é preciso, pelas mesmas razoes, banir da escola qualquer influência do governo e da Igreja. Sobretudo no Império prussiano-alemão (e não se recorra à evasiva falaciosa de falar num certo «Estado do futuro»; nós já vimos o que ele é) é, pelo contrário, o Estado que precisa de ser rudemente educado pelo povo. Aliás, todo o programa, apesar do seu badalar democrático, está infectado duma ponta à outra pela servil crença da seita lassalliana no Estado, ou, o que não é melhor, pela crença no milagre democrático; ou antes, é um compromisso entre estas duas espécies de fé no milagre, igualmente afastadas do socialismo. «Liberalidade da ciência», diz um parágrafo da Constituição prussiana. Porquê então pô-la aqui? «Liberdade de consciência!» Se, nestes tempos de Kulturkampf,() se queria recordar ao liberalismo as suas velhas palavras de ordem, só se podia fazê-la desta forma: «Toda a gente deve poder satisfazer as suas necessidades religiosas e corporais, sem que a polícia meta o nariz.» Mas o Partido Operário devia aproveitar a ocasião para exprimir a sua convicção de que a «liberdade de consciência burguesa não é mais que a tolerância de todas as espécies possíveis de liberdade de consciência religiosa, ao passo que ele se esforça por libertar as consciências da fantasmagoria religiosa, mas prefere-se não ultrapassar o nível «burguês».

6 horas depois de fechadas as urnas na Venezuela, CNE não divulga resultado oficial do referendum

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unes 3 de diciembre de 2007 Hugo Chávez, al borde de la derrota (Confidencias de la jornada) En Venezuela se viven momentos de tensión e incertidumbre. Seis horas después de cerrarse las urnas no se sabía si Hugo Chávez había ganado el referéndum o había sido derrotado. Esta es la crónica de Joaquim Ibarz en el diario catalán “La Vanguardia” de este lunes. El Consejo Nacional Electoral (CNE) no pudo cumplir su promesa de dar resultados con prontitud. Sin conocerse resultados oficiales, el Gobierno y la oposición trataron de inducir que eran los vencedores de la consulta para aprobar o rechazar la reforma constitucional. El Gobierno intentó generar un clima de triunfalismo a través de filtraciones a las agencias internacionales de prensa sobre supuestas encuestas de firmas sin demasiada credibilidad. Datanálisis, una de las tres empresas citadas en los cables, desmintió que hubiera realizado sondeo alguno. Antonio Ledezma, portavoz oficial del Comité Nacional por el No a la Reforma, desmintió a “La Vanguardia” la información transmitida por las agencias. Afirmó que según un escrutinio de colegios electorales seleccionados en todo el país y los datos facilitados por los fiscales de mesa, cuando se habían escrutado el 85 % de las actas, ……(editado por Noticias24 por normas electorales) La presidencia de la República convocó para las siete de la tarde una rueda de prensa de Hugo Chávez que a la hora de cerrar esta edición no se había celebrado. A última hora de la noche, el ministro de Comunicaciones, William Lara, retiró un anuncio de página completa que había pautado en la prensa nacional celebrando el triunfo del sí, lo que inducía a creer que, al menos, la victoria no era segura. Según fuentes oficiosas, el general retirado Raúl Baduel y Ezequiel Zamora (ex miembro del directorio del CNE) se trasladaron a la sede del CNE para exigir, más que pedir, que no se facilitaran datos que no estuvieran avalados por las actas. Los líderes del movimiento estudiantil demandaron no salir a la calle hasta conocer los resultados. Vulnerando las normas del CNE, cuando todavía se estaba votando, fuentes del gobierno de Chávez filtraron a las agencias internacionales las encuestas de PLM Consultores, Datanálisis y el Instituto Venezolano de Análisis de Datos (IVAD) que reflejan la victoria del “sí”. …(editado por Noticias24 por normas electorales) Las principales empresas encuestadoras coincidieron en que ayer se celebró la contienda electoral más reñida desde 1998, cuando Chávez ganó por primera vez la presidencia. También se señaló que los resultados finales dependerían de la abstención. Los primeros indicadores mostraban que la abstención rondaría el 50 %, afectando tanto a los barrios de clase media como a las zonas con población de menos recursos. Las divisiones y dudas mostradas hasta última hora por las fuerzas opositoras sobre participar en el referéndum o boicotearlo podrían haber influido en la menor participación. Con los nervios alterados tras una dura y polarizada campaña electoral, los venezolanos acudieron a las urnas para pronunciarse sobre el socialismo totalitario que propugna Hugo Chávez. Aunque se trataba de votar por una reforma constitucional, lo que fue sometido a referéndum fue una nueva carta de navegación que permitiría al mandatario perpetuarse en el poder y acelerar la construcción de un Estado a imagen y semejanza de Cuba. De ser rechazada la reforma, Chávez tendría que dejar el poder en enero de 2013. El presidente ha dicho que aspira a gobernar hasta el 2050. Chávez convirtió el referéndum en un plebiscito al afirma que el “no” es sinónimo de votar en su contra y a favor de George W. Bush, y el “sí” es apoyarle a él. El eurodiputado Carlos Iturgáiz, observadores del PP español, denunció la “escandalosa falta de neutralidad del CNE por limitar el movimiento” de los observadores invitados por partidos opositores, mientras se dio todo tipo de facilidades a los invitados por el Gobierno. La delegación del grupo del PP en el Parlamento Europeo presente en Caracas denunció la “falta de neutralidad” del Gobierno venezolano a la hora de atender a las diferentes representaciones extranjeras que han supervisado el desarrollo del referéndum. http://www.noticias24.com/actualidad/?p=10171 Nota: El condenado loco no quiere reconocer que perdió, está presionando al CNE para que cambie los resultados. Pandora ----------------------------------- No a la Reforma: Miraflores y el CNE, crisis al rojo vivo Chávez grita en Miraflores y al gente no quiere ni acercárcele..."¡Era una orden! ¡Era una maldita orden!" En Miraflores hay poca gente, algunos ministros y el vice presidente están reunidos en un apartamento de un boliburgués ligado al sector petrolero en Caracas. Entre los gritos que se oyen en Miraflores, están los despidos en voz alta: "¡A todos esos ineptos los saco mañana! ¡Ninguno me sirve!" Tibisay se da por botada, Jorge se lo había anunciado, que no se le ocurriera resbalarse. hay gente saliendo del país apresuradamente. Nadie sabe donde está e ministro de la defensa. En estos momentos, el ambiente en los círculos políticos es similar al del Chile de 1989, cuando el comandante del ejército chileno, al ser interrogado cuando entraba al palacio de La Moneda, dijo timidamente: "Parece que ganó el No". Ahora no hay quien cumpla ese papel en Venezuela. Se siente que hay una victoria del No. Se siente en la cara de Capriles Radonski en este momento cuando habla. Se siente en la dificultad de Mario Silva para sonreir. ¿Qué hacen tantos guardias alrededor del CNE? ¿Se prepara un zarpazo? Cuidado, mucho cuidado. Estamos despiertos, Hugo. No te equivoques. http://lavidadesdeaqui.blogspot.com/2007/12/no-la-reforma-miraflores-y-el-cne.html Nota: Sí, imagino que debe ser algo así: al paciente que tenemos encerrado en Miraflores le dió una crisis al saberse derrotado y en este momento está destruyendo a patads y manotazos buena parte del mobiliario de Miraflores, grita e insulta a sus guardaespaldas y demás jalamecates que lo rodean, amenaza a Tibisay Lucena, le saca la madre a Jorge Rodriguez, le recuerda la abuela a todos los estudiantes, se arranca la verruga en un arrebato, etc., etc., etc. Pandora -------------------------------- Publicado por Pandora en 12:32:00 AM 0 comentarios

30 de novembro de 2007

LULA À DAVOS

Artigo publicado em fevereiro de 2003 no sítio Le Quebecois Libre, que eu recomendo a todo liberal: clássico, libertário, anarco-liberal.... Os textos são em geral escritos em francês. Link neste blog. par Marc Grunert « Sociologue et collaborateur du Monde diplomatique, Emir Sader s'est ainsi récemment fait, dans une lettre ouverte, le porte-parole de leur désarroi. "Lula ne doit pas aller à ce banquet des responsables de la misère du monde; il ne doit pas apporter son prestige à cette fête de banquiers responsables de politiques qui engendrent la faim en Afrique et en Asie, en Amérique latine et ici même au Brésil. Lula, clame-t-il, ne peut se trouver de l'autre côté de la barricade." »(1) Leçon de politique appliquée Ignacio Lula da Silva écoutera-t-il la vulgate marxiste du Monde diplomatique ou bien apparaîtra-t-il sous les traits d’un homme d’État socialiste, goûtant au faste et aux honneurs qu’ouvre l’admission à la confrérie des hommes de l’État? Les hommes de l’État forment une classe caractérisée par un intérêt commun: le pouvoir et l’exploitation des autres. Bien entendu, des conflits d’intérêt peuvent surgir lorsqu’il s’agit de se redistribuer le gâteau, mais, allez!, les hommes de l’État qui, de Davos à Porto Alegre, gèrent notre vie depuis notre appartement jusqu’à la planète entière, ces hommes sauront toujours marchander entre eux de quoi vivre richement en exploitant leurs citoyens. Eh bien la loi de la classe politique s’est appliquée, vérifiant ainsi mes propos. Lula est allé à Davos. Il est allé tenir sa place auprès des prédateurs et, prédateur lui-même, a réclamé des subventions et des droits spéciaux. « À ce sujet, reprenant la croisade contre la misère qu'il a lancée dans son pays sous l'appellation de "faim zéro", Lula a suggéré à Davos la création d'un Fonds international contre la faim et la pauvreté qui serait alimenté par les pays riches du G8 et par des investisseurs internationaux. »(2) Un Fonds international est un des rouages que les marxistes utilisent pour réaliser et propager l’idée du socialisme planétaire.

L'UNESCO: MACHIAVEL PÉDAGOGUE

par Marc Grunert Après 18 ans d'absence, les États-Unis réintègrent l'UNESCO(1). La décision de rejoindre cet organe de l'État mondial a été motivée par la conviction du président George W. Bush selon laquelle « cette organisation a été réformée ». Ainsi « l'Amérique participera pleinement à sa mission pour le progrès en faveur des droits de l'homme, de la tolérance, de l'éducation. » Pour mémoire, c'est Ronald Reagan qui avait pris la judicieuse décision de retirer les États-Unis de cette organisation tant il était devenu évident qu'elle s'était pervertie en instrument de propagande anti-américaine et anticapitaliste. Les États-Unis, qui subventionnaient l'UNESCO à raison du quart de son budget, n'avaient en effet aucune raison de continuer à nourrir leurs ennemis. C'était alors la guerre froide et nous savons à quel point les organisations internationales ont été, et sont encore, noyautées par les crypto-communistes (voir à ce sujet mon article LE FASCISME ÉCOLOGIQUE ET L'ÉTAT MONDIAL EN DEVENIR, le QL, no 102).
Ler artigo na íntegra:

http://www.quebecoislibre.org/021109-3.htm#gru2

CARGO - Cargo

Espetacular grupo holandês do início dos anos 70, hard rock com uma profusão de guitarras à la Wishbone Ash e uma veia melódica que lembra muito os Beatles dos últimos discos. As faixas, algumas bonus, compreendem gravações de 70-72. Altamente recomendado

29 de novembro de 2007

A educação brasileira só pisa na bola.

Eis o resultado da doutrinação esquerdista nas escolas brasileiras e a conseqüente demonização do capitalismo: PISA 2000: Brasil ficou em último lugar entre 43 países PISA 2003: Brasil ficou em penúltimo lugar entre 40 países PISA 2006: Brasil em 52o lugar entre 57 países Mean score Standard error OECD countries All countries/economies Upper Rank Lower Rank Upper Rank Lower Rank Finland 563 (2.0) 1 1 1 1 Hong Kong-China 542 (2.5) 2 2 Canada 534 (2.0) 2 3 3 6 Chinese Taipei 532 (3.6) 3 8 Estonia 531 (2.5) 3 8 Japan 531 (3.4) 2 5 3 9 New Zealand 530 (2.7) 2 5 3 9 Australia 527 (2.3) 4 7 5 10 Netherlands 525 (2.7) 4 7 6 11 Liechtenstein 522 (4.1) 6 14 Korea 522 (3.4) 5 9 7 13 Slovenia 519 (1.1) 10 13 Germany 516 (3.8) 7 13 10 19 United Kingdom 515 (2.3) 8 12 12 18 Czech Republic 513 (3.5) 8 14 12 20 Switzerland 512 (3.2) 8 14 13 20 Macao-China 511 (1.1) 15 20 Austria 511 (3.9) 8 15 12 21 Belgium 510 (2.5) 9 14 14 20 Ireland 508 (3.2) 10 16 15 22 Hungary 504 (2.7) 13 17 19 23 Sweden 503 (2.4) 14 17 20 23 Poland 498 (2.3) 16 19 22 26 Denmark 496 (3.1) 16 21 22 28 France 495 (3.4) 16 21 22 29 Croatia 493 (2.4) 23 30 Iceland 491 (1.6) 19 23 25 31 Latvia 490 (3.0) 25 34 United States 489 (4.2) 18 25 24 35 Slovak Republic 488 (2.6) 20 25 26 34 Spain 488 (2.6) 20 25 26 34 Lithuania 488 (2.8) 26 34 Norway 487 (3.1) 20 25 27 35 Luxembourg 486 (1.1) 22 25 30 34 Russian Federation 479 (3.7) 33 38 Italy 475 (2.0) 26 28 35 38 Portugal 474 (3.0) 26 28 35 38 Greece 473 (3.2) 26 28 35 38 Israel 454 (3.7) 39 39 Chile 438 (4.3) 40 42 Serbia 436 (3.0) 40 42 Bulgaria 434 (6.1) 40 44 Uruguay 428 (2.7) 42 45 Turkey 424 (3.8) 29 29 43 47 Jordan 422 (2.8) 43 47 Thailand 421 (2.1) 44 47 Romania 418 (4.2) 44 48 Montenegro 412 (1.1) 47 49 Mexico 410 (2.7) 30 30 48 49 Indonesia 393 (5.7) 50 54 Argentina 391 (6.1) 50 55 Brazil 390 (2.8) 50 54 Colombia 388 (3.4) 50 55 Tunisia 386 (3.0) 52 55 Azerbaijan 382 (2.8) 53 55 Qatar 349 (0.9) 56 56 Kyrgyzstan 322 (2.9) 57 57 Statistically significantly above the OECD average Not statistically significantly different from the OECD average Statistically significantly below the OECD average Obs: A pontuação do Brasil em 2003 foi a mesma de 2006, ou seja, 390 pontos, que fica abaixo do minimamente satisfatório (400 pontos)

Informações sobre o PISA:
"Programa Internacional de Avaliação de Alunos – PISA
O PISA é um programa internacional de avaliação comparada, cuja principal finalidade é produzir indicadores sobre a efetividade dos sistemas educacionais, avaliando o desempenho de alunos na faixa dos 15 anos, idade em que se pressupõe o término da escolaridade básica obrigatória na maioria dos países. Esse programa é desenvolvido e coordenado internacionalmente pela Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), havendo em cada país participante uma coordenação nacional. No Brasil, o PISA é coordenado pelo Inep – Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais “Anísio Teixeira”. As avaliações do PISA incluem cadernos de prova e questionários e acontecem a cada três anos, com ênfases distintas em três áreas: Leitura, Matemática e Ciências. Em cada edição, o foco recai principalmente sobre uma dessas áreas. Em 2000, o foco era na Leitura: em 2003, a área principal foi a Matemática; em 2006, a avaliação terá ênfase em Ciências. Alguns elementos avaliados pelo PISA, como o domínio de conhecimentos científicos básicos, fazem parte do currículo das escolas, porém o PISA pretende ir além desse conhecimento escolar, examinando a capacidade dos alunos de analisar, raciocinar e refletir ativamente sobre seus conhecimentos e experiências, enfocando competências que serão relevantes para suas vidas futuras. Em 2003, participaram do PISA 250 mil adolescentes com 15 anos de idade em 41 países, sendo 30 deles membros da OCDE e os demais, convidados. Da América Latina, participaram Brasil, Uruguai e México. Em 2006, o Brasil participará pela terceira vez do programa, junto com mais cinco países latino-americanos: Argentina, Chile e Colômbia, além de Uruguai e México."
Home page do PISA
Alguns comentários sobre os resultados do PISA:
IPAE
Reinaldo de Azevedo: "Educação no Brasil: na rabeira do mundo"

25 de novembro de 2007

97% dizem acreditar totalmente na existência de deus; 75% acreditam no diabo

Resta saber em que acreditam os demais 3%. E aí, ateus e agnósticos, em que vocês acreditam? Pelo menos, Sottomayor e acólitos acreditam piamente em que esses 97% de brasileiros são um bando de tolos preconceituosos ou então intolerantes fingidos, e isso na hipótese de que eles não ponham em suspeição o Datafolha. Quando indagados sobre a existência de Deus, 97% dos brasileiros afirmam acreditar totalmente; 2% dizem ter dúvidas e 1% não acreditam. Mesmo entre os que não têm religião, 81% acreditam que Deus existe. A crença na existência do Diabo é menor, embora também seja compartilhada pela maioria: 75% acreditam totalmente, 9% têm dúvidas e 15% não acreditam que ele exista. Entre os evangélicos pentecostais a taxa dos que acreditam no Diabo chega a 95%. Já entre os espíritas, a taxa dos que não acreditam (50%) supera a dos que acreditam (44%). A maioria dos brasileiros também acredita totalmente que Jesus ressuscitou após morrer na cruz (93%), que o Espírito Santo existe (92%), na ocorrência de milagres (87%), que Maria deu a luz a Jesus, apesar de virgem (86%), que Jesus voltará à Terra no final dos tempos (77%), que a hóstia é o corpo de Jesus (65%), que após a morte, algumas pessoas vão para o céu (64%) ou para o inferno (58%), que existe vida após a morte (60%) e que existem santos (57%). A maior parte dos brasileiros (44%) não acredita em reencarnação; 37% acreditam totalmente e 18% têm dúvidas.

O diabo é o pai do rock: ao inferno com a música de protesto, seja lá contra (ou em defesa do) que.

Considerada pioneira do heavy metal cristão, Stryper apenas dá pro gasto, perdendo feio, por exemplo, para o tonto do King Diamond e até pros expoentes "mais destacados" do tal black metal, como o tosco Venon ou o inaudível Bathory, ótimos, pelo menos, para vc. se livrar de adventistas que batem a sua porta. E pensar que há pessoas que levam a sério essas efusões de rebeldia adolescente (Hitler e Stalin já foram garotinhos de calças curtas) ou que exigem que a música desempenhe um papel na vida maior que a própria vida ou, ainda, que pensam que arte, religião, ciência e filosofia estejam a serviço de causas assumidas a partir de vagos e, por vezes, contraditórios ideais políticos, cujas conseqüências práticas em geral nos escapam e cuja realização pode deixar este "vale de lágrimas" muito pior do que já é. É nisso que resulta a reificação de crenças, ou da falta delas, reduzindo-as a uma insana causa política, a ser defendida ou atacada conforme a loucura do momento. Eu não sei se Deus existe ou não existe. De uma coisa, porém, tenho certeza (teoricamente falando), esse conhecimento é humanamente impossível( Isso seria facilmente rotulado de agnosticismo, mas rótulos também não provam nada, além de gerar confusão conceitual), quem quiser possuí-lo que perca tempo por sua própria conta e risco, o que não é pretexto, no entanto, para se proibir a especulação metafísica ou acusá-la de irracionalidade. E em tal certeza (agora, numa perspectiva moral) se funda a minha fé: eu desejo ardentemente que Ele exista, o que, embora não altere em nada a realidade das coisas, me faz um bem incrível, que é me coagir a vivenciar a fé no seu devido e sagrado lugar: o fórum intimo de minha consciência, deixando aos que se dizem ateus, agnósticos e até cristãos (sejam católicos sejam protestantes), se assim preferirem, a batalha política pela conquista e difusão das "verdades" mais quentinhas do momento. "É o destino habitual das novas verdades começar como heresias e terminar como superstições." Thomas Henry Huxley, o "buldogue" de Charles Darwin e pai do genial Aldous Huxley
Obs.: Se a fé como vivência espiritual e exercício da liberdade interior torna as pessoas que sinceramente a tenham no coração moralmente melhores do que aquelas que não a experienciaram, por qualquer que seja o motivo, é uma questão que, quando me ocorre no intercurso do dia-a-dia e, sobretudo, diante de contendas com meus semelhantes, trato logo de afastar de minha mente, porque isso seria precisamente tratar a fé como coisa e jogá-la no campo das relações sociais para escrutínio jurídico e político: tento me esforçar para não julgar ninguém senão pelos atos que pratica ou que, pelo menos, incita os outros a praticar (e isso ainda se tais atos eu considerar nocivos a minha liberdade), nunca pelo que diz - de bom ou de mal, não importa - se passar em sua alma.
Voltando ao que interessa aqui. Então ninguém pode, sem ser leviano, me acusar de que este blog, que - nunca inoportuno lembrar - é meu, esteja maculado pela falta de deversidade, intolerância e censura despótica. Nas janelinhas para "comentários", o internauta pode se expressar como queira, até me xingar (sugestões: "filho-da-puta", "débil mental", "boiola", "esquerdopata frustrado", "filhote da ditadura", "cuzão", "pseudo-intelectual de merda", "babaca", "analfabeto" etc. etc. etc. Só não valem "direitista" e "conservador retrógrado", porque isso é um elogio que eu não mereço). Quanto à música, repeitando-se o meu corrompido senso estético, há pra quase todos os gostos: Satanistas e cultores das forças abissais (se não se incomodarem em admitir a possibilidade da existência do mal sob a forma personalizada do capeta, também ateus): Mercyful Fate Cristãos: Stryper Esquerdopatas, em especial guevaristas: Nathalie Cordone Metaleiros puristas: Judas Priest Fans de fans de heavy metal: Tenacious D Rockeiros que só curtem "art rock", "progressive music" e afins: Procol harum Trash metal: Megadeth Southern rock: Lynyrd Skynyrd Hard rock setentista: BÖC Rock'n'roll e baladinhas românticas: Elvis Presley Música erudita: Telemann Rock japonês: Mariner Rock do leste europeu: Omega Rock italiano; Osanna Krautrock(que, vejam só, tá sendo praticamente esquecido aqui): Amon Düül II Virtuoses da guitarra que gostam de solar o tempo todo: Yngwie Malmesteen Jazz rock ou quase isso: Camel Pop rock de sintetizador: Alphaville Rock com influência da música eletrônica contemporânea: Kraftwerk Enfim, só tão faltando blues, jazz, mpb e outras vertentes da música popular atual que eu desconheço ou simplesmente detesto. Mas isso se corrige com o tempo. In God We Trust - Stryper, ao vivo em Belo Horizonte

24 de novembro de 2007

Reinaldo Azevedo e o esquerdopata por eles mesmos

Interessante bate-bola entre Reinaldo Azevedo e o típico esquerdopata, revelando, de maneira sucinta, o que exatamente eles são, o padrão básico de pensamento de cada um e, o melhor, como identificar de relance um espécime esquerdopatódeo. Vê-se, muito facilmente, como evitar, sem perder tempo, que esse verme penetre em seu intestino delgado e absorva seu sangue. Eis aí um maravilho procedimento de controle sanitário: simples, barato e elegante: ESQUERDOPATA - Pessoas radicais que dominam bem a palavra, como você, Reinaldo, são um perigo para a sociedade. Uma coisa pode ter certeza, você não tem bom senso. REINALDO AZEVEDO - Você tem razão. Stálin achava o mesmo. Hitler também. Pol Pot idem. Lênin tinha o mesmo juízo. Franco e Salazar concordavam. Mussolini não pensava diferente. Não houve um só humanista na história, como vê, que não endossasse suas palavras.
A humanidade já passou por períodos muito confusos e caóticos em sua história, é natural que a diversidade seja defendida e exaltada nos vestibulares e exames elaborados por órgãos ligados ao governo. Critiquei na prova do Enade justamente a falta de diversidade.
É um grande equívoco associar políticas de esquerda, petismo à diversidade cultural. É como se pessoas inflexíveis, assim como você, estivessem aproveitando os exageros, os absurdos da esquerda, para juntar a ela, que obviamente está se tornando alvo de inúmeras críticas, a ideologia da diversidade cultural. E assim atingem dois coelhos com uma só cajadada. Diversidade cultural, ampla liberdade de expressão, Democracia, estão muito acima dessa rixa de esquerda e direita. Eu também acho. Mas, vê-se, o senhor acredita que a democracia está acima dessa rixa desde que se demonize a direita... Qual é o seu tipo? 1m85, 92 kg (preciso emagrecer), branco, mistura de italiano com indígena. Um vira-lata. Religioso? Católico. Do ritual latino. Direitista pró-ditadura? Contra a ditadura. Apanhei da ditadura. Lula não. Apanharam por ele. Admirador do partido republicano dos EUA? Sim. Tolerância zero? Com o crime? Sim, tolerância zero. Pena de morte? Sou contra a pena de morte. Não dou ao estado a faculdade de tirar a vida de ninguém. Nem a outro homem. E isso inclui os bandidos. Diminuição da maioridade penal? Fim de qualquer idade para punir crimes. O que determina a pena são o crime cometido e suas circunstâncias, não a idade de quem o cometeu. Contra a eutanásia? Absoluta, resoluta e completamente contra a eutanásia. Eu a considero coisa do capeta. Contra pesquisas com células-tronco? Contra a produção de embriões só para serem destruídos pelos pesquisadores. Neoliberal? O neoliberalismo é uma invenção esquerdopata. Só liberal. Sem “neo”. Se quiser, um “arquiliberal”. Homofóbico disfarçado, assumido? Que é isso, santa? Nem disfarçado nem assumido. Cada um dá o que é seu. Não tenho nada com isso. Quer casar de véu e grinalda? Por que não? Mas acho que a Igreja Católica tem o direito de não gostar. Na vida civil, sou favorável a que casais homossexuais adotem crianças, por exemplo. Homossexualidade não é opção, escolha ou influência do meio. É só um comportamento de muitos mamíferos e de algumas aves. Sobre répteis, moluscos etc, nada sei. Fascista? Não. Fascista é o PT. Logo, sou antifascista. Quem são seus ídolos? Não vou nem citar possibilidades aqui... Churchill. Provavelmente são nomes que não devem ser lembrados. Como vê.

A profanação das almas dos ateus por Mercyful Fate: Voces quebraram o juramento

Como ateus não devem acreditar no diabo, recorro ao rei das trevas para, quando estiverem no inferno, lhes dar o tratamento que merecem. Segue, então, uma prévia da trilha sonora, por sinal muito boa, para eles irem se acostumando com a danação eterna. King Diamond, o satanista metálico, amaldiçoa: Desecration of Souls, do album Don`t Break the Oath

23 de novembro de 2007

Gramsci, o parasita do amarelão ideológico

Há algum tempo, não dou uma incrementada neste blog com artigos do Reinaldo Azevedo. Segue, então, um excelente texto sobre a periculosidade epidêmica de Gramsci, o teórico da parasitose - provocada pelas duas espécies de Esquerdopatódeos, a Ancylostoma Debiomentale e o Detractor Americanus - que afeta o intestino delgado das instituições públicas, cuja função digestiva fica comprometida, produzindo-se uma quantidade espetacular de quilo, isto é, praticamente toda a inépcia estatal (evacuada sobre a cara do contribuinte), sem, contudo, prover qualquer nutriente às artérias da sociedade. O veículo de transmissão dessa doença é o intelectual orgânico, em cujas idéias, corrijo-me, fezes, se depositam as larvas da Ancylostoma Debiomentale e do Detractor Americanus, que, por contato, penetram pela epiderme do sistema capitalista, procurando destruir seus fundamentos morais e intelectuais e substituí-los pelo imPTerativo caPTegórico sínodopata.
Nota: A anemia cultural das sociedades infestadas por esquerdopatódeos resulta do fato de estes vermes se alimentarem do sangue. de quem trabalha honestamente e paga seus impostos.
Por Reinaldo Azevedo O moderno esquerdista brasileiro, essa contradição em termos, esse Jeca Tatu com laptop, tem ainda em Antonio Gramsci (1891-1937) a sua principal referência. O comunista italiano é o parasita do amarelão ideológico nativo. Parte da nossa anêmica eficiência na educação, na cultura, no serviço público e até na imprensa se deve a essa ancilostomose democrática. Já viram aquele comercial na TV de um desodorizador de ambiente em que um garoto bem chatinho, com o dedo em riste, escande as sílabas para a sua mamãe: "eu que-ro fa-zer co-cô na ca-sa do Pe-drrri-nho"? Costuma ir ao ar na hora do jantar. Para a esquerda, Gramsci é a "ca-sa do Pe-drrri-nho" da utopia. E, também nesse caso, o odor mitigado não muda a matéria de que é feito.
Leia na íntegra:

21 de novembro de 2007

Nietzsche

Julian Marías
(O presente texto é a tradução para o Português, de uma transcrição de uma conferência proferida por Julián Marías, que, como é de seu estilo, não utiliza texto escrito. Conferência do curso "Os estilos da Filosofia", Madri, 1999/2000 - edição: Jean Lauand. Tradução: Elie Chadarevian )
Interessante, com uma certa anormalidade - tínhamos visto uma certa anormalidade, digamos, genial, nos últimos anos de Comte; também houve uma certa anomalia, não muito grande, en Kierkgaard-; a anomalia em Nietzsche foi muito mais grave. Friedrich Nietzsche nasceu em 1844. Teve uma rápida carreira de filólogo, foi professor de filologia clássica em Basiléia. Depois deixou a cátedra e dedicou-se a escrever; ele tem uma obra filosófica e literária muito importante. Em 1889 perde a razão e vive em estado de loucura -de grave loucura- onze anos: morreu em 1900. Como vêem, é uma vida anormal em muitos sentidos, é uma figura particularmente atraente, que teve um êxito muito grande, um êxito especialmente literário: era um grande escritor. Ele tinha um sentido profundamente arraigado da arte e da literatura. Foi uma figura que exerceu fascinação sobre muitos, em diversos países, muito particularmente na Alemanha, não somente porque era sua língua, mas porque era um grande escritor em língua alemã.
Houve muitas traduções de Nietzsche, nem sempre boas, nem sempre seguras; freqüentemente se tem enfatizado o aspecto mais extremado que tinha a obra de Nietzsche e teve por exemplo uma manifesta tendência à desmesura. Os senhores conhecem a famosa doutrina dos dois conceitos de Nietzsche, das duas tendências: o apolíneo e o dionisíaco. Ele falou longamente disto -evidentemente procede de sua cultura clássica, de seu estudo da língua grega e da literatura grega- e sua obra, em conjunto, oscila entre o que ele chamava apolíneo -ou seja, a medida, o equilíbrio, a serenidade- e o dionisíaco: exaltado, violento, apaixonado.
Leia na íntegra:
ou

20 de novembro de 2007

Sarkozy e o combate à improbidade intelectual dos esquerdopatas franceses

Mais claro e incisivo que isso, impossível. Sarkozy disse tudo, e mais alguma coisa, que um conservador decente tem a obrigação moral de falar sobre essa canalha esquerdopata, composta por Foucaults, Deleuzes, Lacans e outros filosofistas meia-boca que, como traças em biblioteca, reduzem a pó a substância espiritual que dá unidade e força ( para a mover a vontade dos indivíduos ) aos mais altos valores do ocidente civilizado. Por isso, não consigo entender como uma pessoa com um mínimo de escrúpulo, intelectualmente talentosa e não intoxicada pela ideologia comunista ou seu sub-produto, o relativismo moral, mesmo agindo de boa-fé, insiste em travar debate teórico - e ainda assim pisando em ovos - com essa horda de meliantes da cultura, goliardos pedófilos que abusam da liberdade de expressão para praticar impunemente fraude e estelionato intelectuais. Não se dá conta de que, na troca de idéias com tais embusteiros, sai sempre perdendo, proporcionando-lhes, ainda por cima, um prestígio de que eles são absolutamente indignos. Quem ama a verdade, faz jus à sabedoria que generosamente nos foi legada pela tradição; o que significa não dar pérolas aos porcos nem se refastelar em pocilga: com toda polidez de que é capaz, manda solenemente os progressistas à merda.
Vou reabilitar o trabalho ! Derrotamos a frivolidade e a hipocrisia dos intelectuais progressistas. O pensamento único é daquele que sabe tudo e que condena a política enquanto a mesma é praticada. Não vamos permitir a mercantilização de um mundo onde não há lugar para a cultura: desde 1968 não se podia falar da moral. Haviam-nos imposto o relativismo. A idéia de que tudo é igual, o verdadeiro e o falso, o belo e o feio, que o aluno vale tanto quanto o mestre, que não se pode dar notas para não traumatizar o mau estudante. Fizeram-nos crer que a vítima conta menos que o delinqüente. Que a autoridade estava morta, que as boas maneiras haviam terminado. Que não havia nada sagrado, nada admirável. Era o slogan de maio de 68 nas paredes de Sorbone: 'Viver sem obrigações e gozar sem trabalhar'. Quiseram terminar com a escola de excelência e do civismo. Assassinaram os escrúpulos e a ética. Uma esquerda hipócrita que permitia indenizações milionárias aos grandes executivos e o triunfo do predador sobre o empreendedor. Esta esquerda está na política, nos meios de comunicação, na economia. Ela tomou o gosto do poder. A crise da cultura do trabalho é uma crise moral. Vou reabilitar o trabalho. Deixaram sem poder as forças da ordem e criaram uma farsa: 'abriu-se uma fossa entre a polícia e a juventude'. Os vândalos são bons e a polícia é má. Como se a sociedade fosse sempre culpada e o delinqüente, inocente. Defendem os serviços públicos, mas jamais usam o transporte coletivo. Amam tanto a escola pública, e seus filhos estudam em colégios privados. Dizem adorar a periferia e jamais vivem nela. Assinam petições quando se expulsa um invasor de moradia, mas não aceitam que o mesmo se instale em sua casa. Essa esquerda que desde maio de 1968 renunciou o mérito e o esforço, que atiça o ódio contra a família, contra a sociedade e contra a República. Isto não pode ser perpetuado num país como a França e por isso estou aqui. Não podemos inventar impostos para estimular aquele que cobra do Estado sem trabalhar. Quero criar uma cidadania de deveres. “Primeiro os deveres, depois os direitos." Nicolas Sarkozy - presidente da França

19 de novembro de 2007

Proposta abortista leva pau na 13 Conferência Nacional de Saúde

Aborto: governo sofre derrota fragorosa

Por Adriana Fernandes, no Estadão desta segunda: A mobilização bem-sucedida dos setores contrários à interrupção da gravidez, com o apoio explícito da Igreja Católica e da Pastoral da Criança, levou os delegados da 13.ª Conferência Nacional de Saúde a rejeitar ontem a proposta de apoio à legalização total do aborto no País. Os delegados da região Nordeste, que atenderam ao apelo da Igreja, foram fundamentais para a vitória antiaborto.

Oh karaio, Clarice!

18 de novembro de 2007

A batalha final entre Tenacious D e o capeta pela alma do heavy metal(The Pick of Destiny)

Jack Black is Dio and Dio is Jack Black

Breve nos cinemas Pickkkkk of Destinyyyyy TENACIOUS D & BLACK JACK

Jô Soares o fodão

Judas Priest - primeiro vídeo, tv 75 ou 76

Judas Priest - Diamonds and Rust

Procol Harum - Simple Sister

Nektar -cryin in the dark/king of twilight 2

Nektar -cryin in the dark/king of twilight 1

Taz Taylor Band & Graham Bonnet - Eyes of the World

Blackthorne & Graham Bonnet

Taz Taylor Band & Graham Bonnet- Will You Still Love Me

Blue Öyster Cult - Nosferatu

Blue Öyster Cult - Astronomy

17 de novembro de 2007

II SIPESF - Seminário Interno de Pesquisa na Graduação em Filosofia /UESC

LINK -

MARINER - One

Numa postagem antiga, recomendei alguns discos de grupos japoneses da década de setenta, entre os quais o Mariner. Segue, agora, o arquivo do disco One. Hard técnico com o excelente tecladista Murasaki e guitarras estonteantes. Em todas as composições, nota-se a nítida influência do Deep Purple, o que, longe de depor contra a originalidade do Mariner, assinala o que músicos desse quilate entendem por boa música. Imperdível! LINK PARA DOWNLOAD: http://www.savefile.com/files/1202700

15 de novembro de 2007

Margaret Sanger (1879-1966): a nazista que pariu a idéia de eugenia negativa e tem inspirado os movimentos abortistas

Foto da mocréia esquerdopata, fundadora da American Birth Control League, que se transformou depois na Planned Parenthood: http://www.gutenberg.org/dirs/1/6/8/1689/1689.txt

Link acima para o livro The Pivot of Civilization
Atentem para a introdução de Herbert George Wells (1866-1946), da qual segue um pequeno trecho traduzido por mim. Wells foi um bem conhecido socialista, membro da Fabian Society, simpático às idéias de Lenin e um árduo defensor da transformação da sociedade, que seria dirigida por uma casta de cientistas iluminados, em detrimento do "obscurantismo" conservador. Salta aos olhos o quanto ele é entusiasta da racionalidade científica e inimigo da religião cristã, na qual consegue até ver - o texto abaixo é claro - uma doutrina revolucionária e ignorante de sua origem e seus próprios princípios morais. Não haveria, pois, ninguém melhor qualificado que Wells para escrever uma introdução a The Pivot of Civilization:
“Quando percebemos claramente esta possibilidade de as civilizações serem baseadas em diferentes conjuntos de idéias morais e sobre diferentes métodos intelectuais, nós estaremos mais capazes de apreciar o profundo significado do cisma em nossa moderna sociedade, que nos dá, lado a lado, pessoas inteligentes e honestas que consideram o controle de natalidade como algo essencialmente doce, sadio, limpo, desejável e necessário, e outras igualmente honestas e tão boas para reivindicar inteligência que consideram-no não meramente como prejudicial e não razoável, mas como intolerável e abominável. Estamos vivendo não em uma simples e completa civilização, mas em um conflito de ao menos duas civilizações, baseado em idéias fundamentais inteiramente diferentes, perseguindo diferentes métodos e com diferentes objetivos e fins. Chamarei uma destas civilizações de nossa Tradicional ou Autoritária Civilização. Ela repousa sobre a idéia do que é e sobre a idéia do que tem sido. Insiste sobre o respeito aos usos e costumes; desencoraja o criticismo e a investigação. Ela é verdadeiramente antiga e conservadora, ou, indo além da conservação, reacionária. A veemente hostilidade de muitos padres e prelados católicos para com as novas visões sobre a origem do homem e as novas visões sobre questões morais, tem levado muitos descuidados pensadores a identificar esta velha e tradicional civilização com o cristianismo, mas esta identificação ignora o espírito iniciático e fortemente revolucionário que sempre animou o cristianismo, e é inverídica mesmo a respeito das realidades do ensinamento católico ortodoxo. A vitupério de indivíduos católicos não deve ser confundido com as deliberadas doutrinas da Igreja que têm sido, no todo, conspicuamente cautelosa, moderada e sã nestes assuntos. As idéias e práticas da Velha Civilização são mais antigas e mais freqüentes que a cultura cristã ou católica e não são identificáveis com ela, e seria um grande infortúnio se as questões entre a Velha Civilização e a Nova se permitissem deslizar nos profundos sulcos de controvérsias religiosas que são apenas acidental e intermitentemente paralelas. Contrastada com a antiga civilização, com a Tradicional disposição, que aceita instituições e valores morais como se eles fossem uma parte da natureza, temos o que eu possa chamar – com uma evidente inclinação a seu favor – de a civilização da investigação, do conhecimento experimental, Criativa e Progressista Civilização. A primeira grande erupção do espírito desta civilização foi na Grécia republicana; o martírio de Sócrates, o destemido Utopismo de Platão, o ambicioso enciclopedismo de Aristóteles marcam a aurora de uma nova coragem e uma nova e firme intenção nos negócios humanos. O medo de limitações, de restritivas e punitivas leis postas e impostas pela fé sobre a vida humana estava visivelmente desaparecendo na mente humana. Esses nomes marcam a primeira e clara realização que, para uma ampla - e possivelmente ilimitável – extensão, a moral e a vida social do homem e seu destino geral poderiam ser dominados e controlados pelo homem. Mas ele deve ter conhecimento. A Antiga Civilização disse – e ela o diz sempre através de uma multiplicidade de vigorosas vozes e pungentes atos repressivos: ´Deixe o homem aprender seu dever e obedecer`. A Nova Civilização diz, com confiança sempre crescente: ´Deixe o homem conhecer, e confie nele´. " Dois textos interessantíssmos sobre H. G. Wells:
Wells, Hitler and the World State - George Orwell

Mr. H. G. Wells and the Giants ( da obra Heretics) - G. K. Chesterton http://www.cse.dmu.ac.uk/~mward/gkc/books/heretics/ch5.html Link para "Margaret Sanger" Wikipedia: http://en.wikipedia.org/wiki/Margaret_Sanger

Os responsáveis no Brasil pela ideologia infanticida do abortismo

Breve Histórico da BEMFAM ( http://www.bemfam.org.br/) Em novembro de 1965, na XV Jornada Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia, profissionais de medicina, de 16 estados brasileiros, participaram de uma mesa redonda sobre Planejamento Familiar. Na época, Dr. Octávio Rodrigues Lima, professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro - UFRJ, apresentou um trabalho sobre aborto provocado que denunciava a existência de um grave problema médico e social no país. Na apresentação desse trabalho, o planejamento familiar foi apontado como alternativa para minimizar os prejuízos do aborto desassistido à saúde da mulher. Nascia, assim, a Sociedade Civil Bem-Estar Familiar no Brasil, oferecendo à mulher opções mais seguras para evitar a gravidez não planejada. As primeiras clínicas e laboratórios prestavam atendimento diversificado e de alta qualidade, incluindo serviços de orientação para a vida sexual e familiar, atendimento pré-natal, acompanhamento pós-parto, atendimento ginecológico, orientação e educação em planejamento familiar e fornecimento de métodos anticoncepcionais, cientificamente aprovados. Desde 1967, a BEMFAM é filiada à Federação Internacional de Planejamento Familiar (International Planned Parenthood Federation - IPPF). No contexto da Saúde Sexual Reprodutiva, a BEMFAM desenvolveu Programas de Prevenção ás DST/Aids junto a mulheres, homens e adolescentes, bem como à população marginalizada ou socialmente excluída. Diante das necessidades da população a esse tipo de serviços em outras localidades do país onde a BEMFAM não possuía clínicas, em 1973, a Instituição iniciou sua expansão, criando representações estaduais, com equipes responsáveis pela qualidade da cooperação técnica prevista nos convênios de cooperação estabelecidos em cerca de 15 estados brasileiros. Constituída como organização não governamental, sem fins lucrativos, de ação social, a BEMFAM tem registro de Utilidade Pública Federal. Desde de 2001 possui Status Consultivo Especial no Conselho Econômico e Social das Nações Unidas. Sua missão, de defender os direitos reprodutivos no exercício da cidadania e promover a educação e a assistência em saúde sexual e reprodutiva, em colaboração com os órgãos governamentais e setores organizados da sociedade civil, alinha-se às recomendações das Conferências Internacionais sobre População e Desenvolvimento (Cairo, 1994), e sobre a Mulher (Beijing, 1995). Desde então, a BEMFAM estabeleceu estratégias de ação voltadas aos desafios sobre necessidades não satisfeitas em saúde sexual e reprodutiva, fortalecimento do papel da mulher na sociedade, direitos sexuais e reprodutivos dos adolescentes, envolvimento do homem em saúde reprodutiva, qualidade de atenção em serviços e integrou ao Planejamento Familiar atividades de prevenção e trato das DST/Aids. A Instituição foi, também, uma das pioneiras na atenção a violência de gênero, tratando além de casos de violência conjugal, também os de violência sexual por abuso, assédio, estupro, prostituição infantil e juvenil. Sede BEMFAM - Bem-Estar Familiar no Brasil . Tel.: 55 21 3861 2400 . Fax: 55 21 3861 2469 Av. República do Chile, 230/17 andar . 20.031-170 . Centro . Rio de Janeiro - RJ

O aborto e sua legalização

Prof. HUMBERTO L. VIEIRA Presidente da PROVIDAFAMÍLIA O tema comporta uma análise sob vários aspectos: aspectos éticos, morais, aspectos científicos, jurídicos, teológicos e sobretudo aspectos políticos. Discutir sobre o início da vida, quando começamos a existir, se a mulher como dona de seu corpo tem direito de abortar, se o nascituro tem direitos etc são aspectos já bastante discutidos. Que o início da vida começa na concepção já é pacífico e aceito pelos defensores da vida, pela ciência e até mesmo pelos que defendem a legalização do aborto. A afirmação de que a mulher é dona de seu corpo e, portanto, teria direito a abortar, também não tem sentido quando se reconhece que o feto é um outro indivíduo e não faz parte do corpo da mulher. Por isso, apreciarei o tema sob o aspecto político, muito pouco debatido e quase nunca apresentado em debate público. Tendo em vista que o ambiente universitário propicia esse tipo de abordagem, nos pareceu oportuno apresentar o que está por trás da legalização do aborto sem nos preocupar em analisar os aspectos jurídicos, o ponto de vista religioso ou mesmo conceitos biológicos relacionados ao início da vida humana. O problema da legalização do aborto se insere num contexto bem mais amplo que a simples discussão desses aspectos.
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